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Secretário prevê turismo de vacina, mas diz que paulistano será prioridade

Edson Aparecido explicou que prioridade será vacinar quem mora em São Paulo de acordo com registros do SUS - Silva Junior/Folhapress
Edson Aparecido explicou que prioridade será vacinar quem mora em São Paulo de acordo com registros do SUS Imagem: Silva Junior/Folhapress

Colaboração para o UOL

07/12/2020 07h56Atualizada em 07/12/2020 12h28

Na semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu que o estado começará a vacinação contra a covid-19 antes do restante do Brasil. Ele disse que o estado vai começar a vacinar em janeiro, enquanto a campanha nacional só deve ter início em março. Isso gerou preocupação com um possível turismo de vacina, ou seja, pessoas de outros estados que irão até São Paulo para se vacinar. O Secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, admitiu que essa é uma preocupação real, mas que há como contorná-la.

"Temos um prontuário eletrônico de todo paciente tratado no SUS (Sistema Único de Saúde). Nossos profissionais vão levar em conta isso. Virão pessoas de outras cidades, já aconteceu isso no processo de internação. Temos que ter todo cuidado. Vamos trabalhar para vacinar a população de São Paulo, mas seguramente vamos ter pressão de cidades de outros estados", admitiu Edson, em entrevista à Globonews.

O secretário afirmou que a prioridade da prefeitura será vacinar quem efetivamente mora na cidade. Segundo ele, isso resulta em 7,5 milhões de pessoas. Para atender a essa demanda, a gestão já comprou insumos e cuidou de outros preparativos, segundo ele.

"O município já comprou 10 milhões de seringas e contratamos empresa de logística. Faremos vacinação nas 468 unidades de básica de saúde e nos postos de saúde satélites. Cada posto tem uma sala de vacinação. Nossa ideia é que tenha mais 3 salas para não gerar aglomeração", explicou Edson.

Perguntado sobre como está a pandemia na cidade atualmente, Edson Aparecido não admitiu uma segunda onda, mas disse que a prefeitura tem trabalhado para aumentar a quantidade de leitos para atendimento de covid-19. Os índices de ocupação em UTIs e enfermarias estão crescendo.

"Estamos com 60% dos leitos de enfermaria ocupados e 58% dos leitos de UTI ocupados. Nesse final de semana, abrimos 200 leitos de enfermaria para casos leves em Brasilândia e Parelheiros. No final de semana foram abertos também 34 na Mooca e 66 leitos de enfermaria em outros 16 hospitais da prefeitura. Aqui a gente não desativou leitos que criamos no período mais agudo. Isso aconteceu em outros municípios, mas aqui a gente conseguiu manter. Leitos de UTI temos ainda 1100 abertos", disse o secretário.

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