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Rio decide fechar Copacabana no Réveillon para evitar aglomerações

Do UOL, em São Paulo

23/12/2020 18h53

O prefeito em exercício do Rio de Janeiro, Jorge Felippe (DEM), decidiu "isolar" Copacabana durante o Réveillon para evitar aglomerações. Só moradores poderão circular no bairro da zona sul fluminense. A informação foi divulgada hoje pela GloboNews.

A decisão foi tomada ontem após uma reunião de Felippe com o governador em exercício Cláudia Castro (PSC). Eles se reuniram no Palácio Guanabara e Castro propôs o fechamento do bairro.

Felippe disse em entrevista ao RJ2, da TV Globo, que a entrada está proibida "para veículos a partir das 20h, e também para coletivos, nós vamos desestimular a utilização de veículos coletivos a partir das 20h, e também o metrô, da Central do Brasil até a Barra da Tijuca".

No programa, o prefeito em exercício afirmou ainda que estuda impedir a entrada de ônibus de excursão na cidade do Rio de Janeiro —ele deve entrar em contato com a Polícia Rodoviária Federal para discutir uma solução.

"Nós construímos hoje uma alternativa com o governo do estado, vamos bloquear os acessos à cidade do Rio de Janeiro para qualquer ônibus de turismo que se destine à orla da cidade do Rio de Janeiro. É bom que todos tenham o conhecimento que serão bloqueados, que não terão acesso à cidade do Rio de Janeiro", disse o prefeito em exercício.

Com isso, ambulantes de regiões onde tradicionalmente acontecem festas também serão impedidos de trabalhar. Felippe afirmou que os famosos cercadinhos não serão permitidos na areia da praia.

"Está proibido 'cercadinhos' no entorno dos quiosques, qualquer tipo de evento está proibido, ocupação de ambulantes fixos na areia, cercadinhos nas areias, o que aconteceu ano passado está absolutamente vetado neste ano. Nós temos que buscar acima de tudo a preservação da vida e da saúde, ninguém desconhece a gravidade da covid-19. Então, exige dos órgãos públicos medidas austeras e com certeza nós vamos encontrar por parte da população a solidariedade, o empenho e a responsabilidade necessária para que possamos evitar que o aumento do contágio na cidade".

Outras medidas foram anunciadas pela prefeitura para "desestimular aglomerações na orla sem interromper as atividades econômicas". Veja:

  • Bloqueio de estacionamento na orla e ruas no entorno a partir de 00h01 do dia 31/12;
  • Bloqueio da circulação de transporte público para acesso a Copacabana e Barra da Tijuca a partir das 20h do dia 31/12;
  • Barreira de fiscalização nos limites do município para não permitir acesso de ônibus e vans de fretamento com destino à orla;
  • Quiosques poderão funcionar desde que sem venda de ingressos, shows, instrumentos sonoros e sem cercados.

Na semana passada, o Rio anunciou o cancelamento de todas as festas oficiais de fim de ano. De acordo com a prefeitura, a decisão foi motivada "em favor da segurança de todos e em respeito a todas as vítimas".

Proibição de festas privadas

A Prefeitura do Rio de Janeiro já havia anunciado, no último dia 17, que não seria permitida a realização de festas privadas em quiosques na orla da cidade durante o Réveillon.

A medida foi firmada em reunião com presidente da Riotur, Fabricio Villa Flor, e o presidente da Orla Rio, João Marcello, que administra os mais de 300 quiosques da orla carioca, do Leme ao Pontal.

"Não serão permitidos cercadinhos, shows ou qualquer evento com cobrança de ingressos ao longo da orla, seja na areia ou calçadão", afirmou a prefeitura.

A decisão foi tomada três dias depois de o MPF (Ministério Público Federal) ingressar com uma ação civil pública na Justiça para impedir festas particulares na orla do Rio de Janeiro na virada do ano —no início de dezembro, quiosques na orla de Copacabana estavam vendendo ingressos para festas privadas a partir de R$ 400.

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