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Bolsonaro faz reunião de última hora com Pazuello, sai sem falar e é vaiado

Kelli Kadanus

Colaboração para o UOL, em Brasília

05/01/2021 18h15Atualizada em 05/01/2021 20h53

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve hoje (5) em uma reunião com o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. O encontro, que aconteceu no Ministério, inicialmente não estava na agenda oficial do presidente, mas foi incluído horas antes de acontecer e durou cerca de uma hora e meia.

Na saída, o presidente foi vaiado por um grupo de manifestantes, com cerca de 20 pessoas. Enquanto o comboio presidencial se afastava, Bolsonaro foi chamado de "miliciano", "assassino" e "bandido".

Também havia apoiadores aguardando a saída de Bolsonaro do prédio, que chamaram pelo presidente. Não houve confronto entre os grupos. Bolsonaro não falou com a imprensa e seguiu diretamente para o Palácio Alvorada.

Segundo informou o Ministério da Saúde, Pazuello "fez uma atualização dos cenários detalhados a respeito do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19, incluindo informações sobre aquisição de seringas, agulhas e vacinas".

"Foi apresentado ao Presidente o status das tratativas com os diversos laboratórios produtores de vacina. O chefe do Executivo foi informado sobre a importação de 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca oriundas da Índia", divulgou a pasta.

Também participaram do encontro os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, das Comunicações, Fábio Farias e o Advogado Geral da União, José Levi.

Governadores cobram Ministério

Mais cedo, em uma reunião por videoconferência com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, governadores cobraram do Ministério da Saúde um cronograma de vacinação contra a covid-19 para todo o país.

Segundo um dos participantes do encontro, o secretário voltou a dizer que o governo prevê o início da vacinação ainda em janeiro. A prioridade deverá ser dada a profissionais na linha de frente ao combate da pandemia em hospitais e a moradores de instituições de longa permanência para idosos.

De manhã, em uma conversa com apoiadores no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que "o Brasil está quebrado" e que não "consegue fazer nada". O presidente mais uma vez minimizou a pandemia do novo coronavírus, dizendo que ela "é potencializada pela mídia" e atrapalhou os planos econômicos do governo.

"Chefe, o Brasil está quebrado, não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de renda? (mas) teve nesse ano (2020) esse vírus potencializado pela mídia que nós temos", afirmou Bolsonaro a um apoiador.

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