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Conteúdo publicado há
8 meses

Fiocruz diz que pagará cerca de R$ 60 milhões por vacinas vindas da Índia

Fiocruz diz que negociações para importação de vacina de Oxford/AstraZeneca da Índia estão em "estágio avançado" - Reuters
Fiocruz diz que negociações para importação de vacina de Oxford/AstraZeneca da Índia estão em "estágio avançado" Imagem: Reuters

Do UOL, em São Paulo

05/01/2021 17h30Atualizada em 05/01/2021 19h09

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou hoje que mantém tratativas em "estágio avançado" com o Instituto Serum, empresa indiana que fabrica a vacina contra o novo coronavírus do laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Serão importadas 2 milhões de doses prontas pelo valor unitário de US$ 5,25 (cerca de R$ 27,6 na atual cotação), totalizando aproximadamente R$ 60 milhões.

É aguardado pela Fiocruz o recebimento de informações relativas à produção e ao controle de qualidade do imunizante, para que então seja feito o pedido de autorização de uso emergencial da vacina à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que as tratativas com o Instituto Serum para a importação de 2 milhões de vacinas prontas seguem normalmente e estão em estágio avançado", informa o órgão, em nota oficial.

"O Instituto Serum, que é um dos centros capacitados pela AstraZeneca para a produção da vacina na Índia e o maior produtor de vacinas do mundo, também publicou nota (5/1) reforçando a intenção de garantir acesso mundial a suas vacinas contra Covid-19. O Instituto oferecerá as vacinas prontas ao mercado pelo valor de US$ 5,25 a dose", acrescenta.

Técnicos da Fiocruz e da AstraZeneca estiveram reunidos hoje com a Anvisa para detalhamento dos documentos que serão apresentados na submissão do pedido. A expectativa do órgão é que a solicitação ocorra ainda nesta semana.

"O objetivo do alinhamento é garantir que os dados sejam submetidos de acordo com os requisitos estabelecidos pela Agência, para que a avaliação ocorra o mais rapidamente possível", explica a Fiocruz.

Negociação do Itamaraty com a Índia

Após o presidente do Instituto Serum, Adar Poonawalla, informar na última sexta-feira (1) que o governo da Índia vetou a exportação dos imunizantes produzidos no país, o Ministério das Relações Exteriores entrou em negociação para viabilizar a importação.

Segundo Poonawalla, a proibição de venda internacional foi uma das condições para que a AstraZeneca recebesse autorização de emergência na Índia —assim, o governo quer garantir ao menos 100 milhões de doses para vacinar os grupos prioritários.

Hoje, a Fiocruz afirmou que "não há qualquer impedimento oficial por parte do governo indiano para a exportação dessas vacinas" e que a Embaixada do Brasil em Nova Delhi "está em contato permanente com autoridades indianas para reforçar a importância do início da vacinação no Brasil".

A fundação brasileira também irá produzir doses do imunizante. Porém, o primeiro lote deve ficar pronto apenas em fevereiro.

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