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Há comoção mundial pela Amazônia, mas só Venezuela ajudou, diz governador

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), diz que nenhum outro país, além da Venezuela, ofereceu ajuda ao Amazonas na crise causada pela falta de oxigênio - Sandro Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), diz que nenhum outro país, além da Venezuela, ofereceu ajuda ao Amazonas na crise causada pela falta de oxigênio Imagem: Sandro Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

15/01/2021 18h33

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), afirmou hoje que a Venezuela foi o único país que se prontificou a ajudar o estado, após a crise pela falta de oxigênio causada pelo aumento do número de casos de covid-19. O chefe do executivo amazonense citou que muitos países e líderes mundiais julgam os moradores locais pela destruição da Floresta Amazônica, mas que os mesmos não ofereceram auxílio.

"Com exceção desse contato da Venezuela, nenhum outro país ofereceu qualquer ajuda nesse sentido. Porque todas as vezes que há qualquer situação relacionada à Amazônia, relacionada ao meio ambiente, há uma comoção mundial de pessoas que vivem lá nos Estados Unidos, na Alemanha, ou onde quer que seja, colocando postagem em rede social e criminalizando o cidadão que mora nessa região", declarou Wilson Lima, em entrevista ao "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes.

Ontem, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, comunicou a decisão do governo local em suas redes sociais. "Por instruções do presidente Nicolás Maduro, conversamos com o governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, para disponibilizar imediatamente o oxigênio necessário para atender o contingente de saúde em Manaus. Solidariedade latinoamericana acima de tudo!"

De acordo com o governador do Amazonas, um representante de uma empresa que fornece oxigênio no estado está indo para a Venezuela para receber o produto. Ele contou que recebeu ligação de uma autoridade venezuelana oferecendo ajuda.

Falta de oxigênio no Amazonas

Com o novo grande surto de casos de coronavírus Sars-CoV-2, a demanda por oxigênio hospitalar em estabelecimentos públicos de saúde no estado superou na terça a média diária de consumo em mais de onze vezes, agravando a situação nos hospitais —principalmente naqueles onde são atendidos pacientes com a doença.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitiu que Manaus vive um colapso no atendimento de saúde e disse que seis aeronaves levarão oxigênio.

"A procura por oxigênio na capital subiu seis vezes, então, já estamos aí em 75 mil metros cúbicos de demanda de ar na capital e 15 mil metros cúbicos no interior. Estamos já com a segunda aeronave entrando em circuito hoje, a C-130 Hércules, fazendo o deslocamento Guarulhos - Manaus, e a partir de amanhã entram mais duas e chegaremos a seis aeronaves, totalizando ai algo em torno de 30 mil metros cúbicos por dia, a partir de Guarulhos. Nessa ponte aérea, existem também os deslocamentos terrestres", afirmou o ministro.

A crise também levou o secretário estadual de Saúde, Marcellus José Barroso Campêlo, a apresentar uma notificação extrajudicial na qual determina "eventual estoque ou produção de oxigênio" para pacientes internados. A notificação foi endereçada a 11 empresas, dentre elas a Yamaha Motor e Electrolux do Brasil.

O documento diz que, se houver desobediência, "fica autorizado o imediato uso de força policial, além de outras medidas coercitivas e restrições de direito juridicamente admitidas".

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