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Redes sociais de Manaus viraram 'classificado de óbitos', diz prefeito

David Almeida (Avante), prefeito de Manaus - Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo
David Almeida (Avante), prefeito de Manaus Imagem: Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

15/01/2021 14h18Atualizada em 15/01/2021 14h28

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que a crise na saúde pública provocada pelo aumento de casos do coronavírus transformou as redes sociais das pessoas que moram no município em um "classificado de óbitos".

"As redes sociais de Manaus são um verdadeiro classificado de óbitos. É pranto, luto e dor, as pessoas se despedindo, emitindo votos de condolências, de sentimentos", afirmou o prefeito em entrevista à rede CNN Brasil na tarde de hoje.

Manaus vive um colapso na saúde pública, com hospitais sofrendo com a falta de cilindros de oxigênio para manter a respiração de pacientes que necessitam de intubação.

Ontem, os cemitérios de Manaus registraram 186 sepultamentos. Desse total, 134 foram em cemitérios públicos, enquanto 52 foram realizados em espaços particulares.

Entre as causas das mortes dos sepultamentos nos cemitérios públicos, 58 foram declaradas como covid-19, e um caso suspeito. Já nos espaços privados, foram 29 registros de óbitos pelo novo coronavírus.

Serviços municipais sofrem menos

De acordo com o prefeito, os serviços de saúde geridos pela prefeitura, como o Samu— estão com situação menos grave que a dos hospitais estaduais e federais no município.

Segundo ele, parte dos cilindros de oxigênio dos serviços municipais foram cedidos às unidades que sorem desabastecimento. Com isso, a reserva prevista para dez dias foi toda utilizada ontem.

"Estamos trabalhando sabendo das dificuldades e estamos estendendo a mão para dar melhores condições de atendimento à população", declarou o prefeito à CNN.

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