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1 mês

Brasil registra 1.382 novas mortes, maior nº em 5 meses, e mantém alta

Brasil ultrapassou a marca de 8,6 milhões de casos confirmados de covid-19 - Eduardo Anizelli/Folhapress
Brasil ultrapassou a marca de 8,6 milhões de casos confirmados de covid-19 Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/01/2021 18h51Atualizada em 20/01/2021 21h06

O Brasil registrou hoje 1.382 novos óbitos causados pela covid-19, o maior número em mais de 5 meses. Com isso, o país mantém uma tendência de aceleração na média móvel que já se repete há 13 dias. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

A última vez que o Brasil teve um número mais alto de óbitos foi em 4 de agosto, quando registrou 1.394 mortes. Até o momento, o maior número de novas mortes cadastradas no ano de 2021 havia sido em 8 de janeiro, com 1.379.

No total, 212.893 pessoas morreram devido à doença desde o início da pandemia. Na semana passada, pelos dados do consórcio, o Brasil teve uma sequência de cinco dias com mais de mil novas mortes por covid-19 em um intervalo de 24 horas. Entre 12 e 16 de janeiro, foram 1.109, 1.283, 1.151, 1.131 e 1.039, respectivamente.

Nos últimos sete dias, 983 pessoas morreram em média em todo o país, o que representa uma variação de 33% na comparação com 14 dias anteriores.

Das regiões, apenas o Norte (101%) e o Sudeste (48%) apresentaram aceleração. As demais tiveram estabilidade em 14 dias: Centro-Oeste (2%), Nordeste (4%) e Sul (-3%).

Entre os estados, doze tiveram aceleração enquanto apenas cinco e o Distrito Federal apresentaram tendência de queda. Nove se mantiveram estáveis.

De ontem para hoje, houve 64.126 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país. Desde o começo da pandemia, o número de infectados chegou a 8.639.868.

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que foram confirmados 1.340 novos óbitos causados pela covid-19 de ontem para hoje, elevando para 212.831 o total de mortos desde o início da pandemia. Pelos dados do Ministério, este é o segundo maior número de 2021 - atrás apenas do último dia 7, quando foram cadastradas 1.524 novas mortes entre um dia e outro.

Pelo segundo dia consecutivo, o Brasil registrou mais de mil novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, também de acordo com a pasta do governo federal. Ontem (19), foram computados 1.192 novos óbitos.

Foram confirmados 64.385 testes positivos para a covid-19 em todo o país nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, o número de infectados subiu para 8.638.249.

De acordo com o governo federal, 7.564.622 pessoas se recuperaram da doença, com outras 860.796 em acompanhamento.

Especialistas indicam cálculo de média móvel

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (7%)

  • Minas Gerais: aceleração (78%)

  • Rio de Janeiro: aceleração (28%)

  • São Paulo: aceleração (59%)

Região Norte

  • Acre: queda (-58%)

  • Amazonas: aceleração (175%)

  • Amapá: estável (-6%)

  • Pará: estável (14%)

  • Rondônia: aceleração (23%)

  • Roraima: aceleração (217%)

  • Tocantins: aceleração (100%)

Região Nordeste

  • Alagoas: aceleração (29%)

  • Bahia: estável (6%)

  • Ceará: queda(-50%)

  • Maranhão: estável (-2%)

  • Paraíba: queda (-20%)

  • Pernambuco: aceleração (64%)

  • Piauí: estável (8%)

  • Rio Grande do Norte: estável (-8%)

  • Sergipe: aceleração (30%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-31%)

  • Goiás: aceleração (29%)

  • Mato Grosso: aceleração (34%)

  • Mato Grosso do Sul: queda (-27%)

Região Sul

  • Paraná: estável (5%)

  • Rio Grande do Sul: estável (1%)

  • Santa Catarina: queda (-17)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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