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Carlos Bolsonaro nega ter tomado vacina e promove remédio sem eficácia

Carlos Bolsonaro se irritou com o que chamou de "fake news" - Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo
Carlos Bolsonaro se irritou com o que chamou de "fake news" Imagem: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

22/01/2021 10h30

Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador e filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se irritou com um boato espalhado nas redes sociais hoje. Ele negou que tenha tomado vacina contra covid-19 e aproveitou para promover um remédio sem eficácia comprovada contra a doença.

O boato foi divulgado por um perfil que não existe mais, nomeado de "Jornalista Mauro Cerullo". Ele escreveu que Carlos "furou a fila" e se vacinou contra covid-19 no Rio de Janeiro. Isso começou a impulsionar a hashtag #CarluxoFuraFila, que apareceu entre os trending topics na manhã de hoje.

Carlos disse que a publicação é "fake news" e afirmou que, se tiver covid-19, vai tomar ivermectina para se curar.

"A única coisa que devo ter furado deve ter sido a mãe de quem divulga mais uma fakenews de nível global e diária! A escória não vive sem mentir e manipular! Não tomei vacina alguma! Invermectina quando e se um dia necessário para o tratamento adequado! Bom dia a todos!"

Uma usuária da rede social criticou Carlos por "falta de educação" e novamente ele mostrou irritação com o assunto.

Contra vacinação, mas a favor de remédios

A família Bolsonaro tem afirmado que não vai se vacinar e inclusive já criou desconfiança sobre os imunizantes contra covid-19. Por outro lado, costuma incentivar o uso de ivermectina, cloroquina e outros remédios sem eficácia comprovada.

O Ministério da Saúde também já divulgou esse uso, incentivando o "tratamento precoce", algo que não existe. Nesta semana o Ministro Eduardo Pazuello mentiu ao dizer que nunca tinha incentivado esse procedimento.

Recentemente o Ministério da Saúde lançou até um aplicativo que recomendava remédios para covid-19 para pacientes no Amazonas. Mas o programa foi tirado do ar. O Ministério culpou hackers pelo lançamento do app. Mas o próprio Ministro tinha falado sobre ele em um evento público. E campanhas publicitárias sobre o app foram divulgadas nas redes sociais do governo federal.

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