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2 meses

Bahia confirma transmissão comunitária da variante britânica do coronavírus

O Pelourinho, em Salvador (BA), teve movimento tranquilo no domingo de Carnaval (14) por conta da pandemia - San Júnior/Uai Foto/Estadão Conteúdo
O Pelourinho, em Salvador (BA), teve movimento tranquilo no domingo de Carnaval (14) por conta da pandemia Imagem: San Júnior/Uai Foto/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

17/02/2021 21h05Atualizada em 17/02/2021 21h18

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Bahia confirmou hoje a transmissão comunitária no estado da variante B.1.1.7 do coronavírus, originalmente detectada no Reino Unido. O resultado veio após o sequenciamento genético feito pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da amostra de um homem de 62 anos, morador de Salvador, sem histórico de viagem ao exterior ou contatos com esse perfil.

Segundo a diretora da pasta, Márcia São Pedro, a transmissão comunitária acontece quando as equipes de vigilância não conseguem mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais. Na prática, isso significa que a mutação do vírus, ainda mais transmissível que a original, já está circulando no estado.

Até o momento, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado (Sesab), a Bahia já identificou outros três casos suspeitos da variante britânica e confirmou a circulação da mutação de Manaus em 11 pessoas, todas com origem na região amazônica.

Ontem, o governador Rui Costa (PT) decretou toque de recolher entre 22h e 5h na maior parte do estado a partir da próxima sexta-feira (19). A proibição à circulação de pessoas e funcionamento de serviços não essenciais não se aplica apenas às regiões oeste, de Alagoinhas, Irecê e Jacobina, que detêm as três menores taxas de ocupação de leitos para covid-19 no estado, como publicado ontem pela Folha de S.Paulo.

Ao menos nove unidades de saúde na Bahia já não conseguem mais receber pacientes de covid-19, segundo o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas. Ele, que foi diagnosticado ontem com a covid-19, negou que há risco de colapso no sistema público de saúde do estado, como aconteceu no Amazonas.

"Não podemos chamar de colapso porque a maioria desses hospitais é de pequeno porte. Alguns deles realmente estão com leitos clínicos e de UTIs [Unidades de Terapia Intensiva] esgotados. Mas a média de ocupação na rede é de 70%, então não existe um colapso. O que acontece é que não temos como garantir 100% de atendimento em algumas cidades, mas aí nós removemos esse paciente para outro município, e é o que temos feito. As pessoas não estão morrendo com falta de ar", disse Vilas-Boas a O Estado de S. Paulo.

O cenário é mais grave no sul e extremo sul do estado, que concentram três dos nove hospitais lotados. São eles: o Amec, em Camacan, Neurocor, em Porto Seguro, e o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas.

Em situação semelhante se encontram a unidade municipal de Paulo Afonso, o Dom Antônio Monteiro, em Senhor do Bonfim, o Carmela Dutra, em Bom Jesus da Lapa, além do Hospital Itiba, em Barreiras, o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, em Salvador, e o Hospital de Base de Luís Eduardo Magalhães.

(Com Estadão Conteúdo)

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