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Coronavírus

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2 meses

Em crise de abastecimento, Brasil vacina 5,4 milhões: 2,55% da população

16.fev.2021 - Idosos com mais de 83 anos recebem dose da vacina contra a covid-19 na US Santa Marta, em Porto Alegre - Cesar Lopes/PMPA
16.fev.2021 - Idosos com mais de 83 anos recebem dose da vacina contra a covid-19 na US Santa Marta, em Porto Alegre Imagem: Cesar Lopes/PMPA

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/02/2021 20h05Atualizada em 17/02/2021 20h53

Nesta quarta-feira (17), o Brasil ultrapassou os 5,4 milhões de vacinados contra a covid-19. Até o momento, 5.402.913 pessoas já foram imunizadas no país. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, baseado nos dados informados pelas secretarias estaduais de saúde.

Pelos dados do consórcio, houve uma variação negativa (-102.136) nos dados de aplicação da primeira dose por causa de uma mudança nos números repassados por São Paulo e Pará.

No caso paulista, até ontem a secretaria de saúde estava divulgando a primeira e a segunda doses somadas. No Pará, houve uma recontagem das doses aplicadas. No total, 2,55% da população brasileira já foi imunizada nesta etapa inicial.

Ao menos cinco capitais já estão sem doses o suficiente para completar a primeira fase de vacinação segundo a Folha de S.Paulo. O estoque deve durar apenas até o fim de semana em Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa e Goiânia.

A segunda dose foi aplicada em 358.619 pessoas de ontem para hoje, atingindo um total de 667.410 vacinados nesta fase — o equivalente a 0,32% da população brasileira com vacinação completa contra o novo coronavírus. O número de vacinados entre ontem e hoje também foi afetado pela mudança em São Paulo.

O Amazonas é o estado com o maior percentual de pessoas que receberam a primeira dose da vacina (4,87%), enquanto o Sergipe é o estado com o maior percentual da população que recebeu as duas doses (1,02%).

Pazuello é pressionado por falta de vacinas

Pressionado pela escassez de doses de vacina da covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, repetiu nesta quarta-feira, 17, que toda a população será imunizada em 2021. A promessa é de que até julho sejam distribuídas mais de 230,7 milhões de doses para todas as regiões.

De acordo com o cronograma da pasta, ainda em fevereiro serão distribuídas 2 milhões de doses do imunizante produzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, importadas da Índia. Em março serão mais 18 milhões de doses do Instituto Butantan e outras 16,9 milhões de vacinas da AstraZeneca.

A negociação com os laboratórios da União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech fazem parte do cronograma do primeiro semestre. De acordo com a apresentação de Pazuello, a previsão é que os contratos sejam assinados ainda nesta semana. Os laboratórios são responsáveis pela distribuição das vacinas Sputnik V e Covaxin, respectivamente.

Com a incorporação da tecnologia IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) em território nacional, a promessa é que a Fiocruz entregue mais 110 milhões de doses no segundo semestre deste ano. Dentro da mesma lógica de produção nacional, a União Química deverá produzir 8 milhões de doses por mês, segundo o Ministério da Saúde.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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