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Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Com 1.582 mortes em 24 h, Brasil registra o dia mais letal na pandemia

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/02/2021 18h39

Um dia após atingir a marca de 250 mil mortes por covid-19, o Brasil voltou a apresentar números alarmantes. Nesta quinta-feira (25), o país registrou o recorde de novas mortes causadas pela doença nas últimas 24 horas: 1.582. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, baseado em dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Até então, o dia com maior número de mortes por covid-19 havia sido computado em 29 de julho, com 1.554 óbitos. Os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais. O total de vítimas até agora é de 251.661.

Além disso, pelo segundo dia consecutivo, o Brasil apresentou a maior média móvel em toda a pandemia: 1.150 óbitos nos últimos sete dias. Na quarta-feira (24), a média foi de 1.129 óbitos, até então a marca mais alta.

Seis estados computaram pelo menos cem mortes em um intervalo de 24 horas

  • 345 - São Paulo
  • 197 - Rio de Janeiro
  • 161 - Minas Gerais
  • 120 - Rio Grande do Sul
  • 109 - Paraná
  • 100 - Bahia

O Brasil vive atualmente o seu pior momento na pandemia. O país passa pelo maior período com média de mortes acima de mil: já são 36 dias. Das cinco médias mais altas registradas desde março de 2020, quatro ocorreram nas duas últimas semanas. Além dos dois dias já citados, em 14 de fevereiro a média foi de 1.105; no último dia 23, chegou a 1.095.

Nas últimas 24 horas, houve 67.878 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país. Desde o início da pandemia, o total de infectados chegou a 10.393.886.

A análise das médias móveis estaduais mostra um aumento nos estados com tendência de aceleração. Hoje, foram 13 contra apenas 4 com tendência de queda. Nove estados mais o Distrito Federal estão em situação de estabilidade.

Das regiões, apenas o Norte teve queda (-25%) após dias seguidos em estabilidade. Já Nordeste (36%) e Sul (47%) tiveram aceleração. Centro-Oeste (-3%) e Sudeste (3%) se mantiveram estáveis.

A vacinação começou em meados de janeiro, mas segue em passos tímidos: apenas 2,92% da população havia recebido pelo menos uma dose de imunizante, segundo dados divulgados hoje pelo consórcio.

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje (25) que o Brasil teve o segundo dia com mais mortes causadas pela covid-19 em toda a pandemia. Segundo a pasta, foram registradas 1.541 novas mortes nas últimas 24 horas.

De acordo com os números do ministério, apenas o dia 29 de julho de 2020 teve mais registros de óbitos, com 1.595, no intervalo de 24 horas.

Este é o terceiro dia consecutivo com mais de 1,3 mil novos óbitos computados entre um dia e outro, de acordo com o ministério. Na terça (23) e na quarta (24), respectivamente, houve 1.386 e 1.428 vítimas. O total de óbitos provocados pela doença no país chegou a 251.498 desde o começo da pandemia.

De ontem para hoje, houve 65.998 casos confirmados de covid-19. Desde o início da pandemia, o país chegou a um total de 10.390.461 infectados pelo novo coronavírus.

Segundo o governo federal, 9.323.696 pessoas se recuperaram da doença, com outras 815.267 em acompanhamento.

16% dos paulistanos tiveram covid, diz prefeitura

O novo coronavírus já infectou 16% da população paulistana acima de 18 anos, de acordo com dados do inquérito sorológico apresentados hoje pela Prefeitura de São Paulo. Entre as pessoas que contraíram o vírus, 43% foram assintomáticas, ou seja, não desenvolveram sintomas da covid-19.

Na pesquisa, apesentada em coletiva virtual, a prefeitura constatou um aumento de três pontos percentuais em relação ao último inquérito, realizado no final de janeiro. Com o intervalo de prevalência, a porcentagem de infectados vai de 13% a 19% dos paulistanos. Segundo o estudo, a prevalência é maior em bairros da periferia e entre grupos que frequentam lugares de lazer.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-9%)

  • Minas Gerais: estável (-4%)

  • Rio de Janeiro: aceleração (20%)

  • São Paulo: estável (0%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (35%)

  • Amazonas: queda (-53%)

  • Amapá: queda (-42%)

  • Pará: aceleração (61%)

  • Rondônia: estável (12%)

  • Roraima: aceleração (40%)

  • Tocantins: queda (-17%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (5%)

  • Bahia: aceleração (55%)

  • Ceará: aceleração (108%)

  • Maranhão: aceleração (27%)

  • Paraíba: aceleração (40%)

  • Pernambuco: estável (-13%)

  • Piauí: aceleração (27%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (65%)

  • Sergipe: estável (-2%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (8%)

  • Goiás: estável (-4%)

  • Mato Grosso: estável (9%)

  • Mato Grosso do Sul: queda (-22%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (40)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (45%)

  • Santa Catarina: aceleração (64%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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