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"Estamos entrando em colapso", afirma secretário de Saúde de SC a prefeitos

Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê (SC), vive o drama da lotação - Divulgação/HRSP
Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê (SC), vive o drama da lotação Imagem: Divulgação/HRSP

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

25/02/2021 14h06Atualizada em 25/02/2021 14h49

"Preciso informar a todos que a situação da pandemia deteriorou no estado todo e, a exemplo do que acontece nas regiões mais a oeste, estamos entrando em colapso!"

É assim que o secretário estadual de Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, começa uma mensagem enviada aos prefeitos de todo o estado em que pede "medidas emergenciais" para "diminuir significativamente a circulação das pessoas" em razão do agravamento da epidemia de coronavírus no estado.

"Todos os esforços de estado e municípios, até então, são insuficientes em face à brutalidade da doença", continua o secretário ao pedir a manutenção "apenas de serviços essenciais" e que "convoquem toda a força de trabalho da Saúde para o enfrentamento" do coronavírus.

Estamos mobilizados para fazer todo o possível para diminuir sofrimentos impostos às pessoas, mas a força e gravidade deste momento estão suplantando o resultado das nossas ações"
André Motta Ribeiro, secretário estadual de Saúde de Santa Catarina

Com 652.895 casos de infectados confirmados, o estado registrou 7.114 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia, segundo boletim epidemiológico divulgado ontem (24).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede pública é de 91,2%: dos 1.554 leitos existentes no estado, apenas 137 estão vagos.

Novas restrições

Ontem o governo catarinense publicou um decreto em que estende o estado de calamidade pública no estado até o dia 30 de junho de 2021. Na ocasião, o governo anunciou que "os municípios do estado poderão estabelecer medidas específicas de enfrentamento mais restritivas do que as previstas no decreto, a fim de conter a contaminação em seus territórios".

Entre as novas medidas, está a proibição, por 15 dias, das atividades em casas noturnas e casas de espetáculos e a limitação da venda e consumo de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis e lojas de conveniência entre a 0h e as 6h.

A decisão também reduz o limite de funcionamento para 25% de ocupação em parques temáticos, zoológicos, cinemas, teatros, circos, museus e templos religiosos.

As aulas presenciais na rede pública foram mantidas, enquanto o transporte coletivo municipal, intermunicipal e interestadual terão limite de ocupação de 50% de passageiros sentados.

Leia a integra da mensagem enviada pelo secretário a prefeitos de Santa Catarina:

"Bom dia!
Preciso informar a todos que a situação da pandemia deteriorou no estado todo e, a exemplo do que acontece nas regiões mais a oeste, estamos entrando em colapso!
Todos os esforços de Estado e municípios, até então, são insuficientes em face à brutalidade da doença. Infelizmente, percebesse fenômeno similar no resto do país. Solicito aos gestores municipais que tomem medidas emergenciais para diminuir significativamente a circulação das pessoas, mantendo apenas serviços essenciais e que convoquem toda a força de trabalho da Saúde para o enfrentamento. Estamos mobilizados para fazer todo o possível para diminuir sofrimentos impostos às pessoas, mas a força e gravidade deste momento estão suplantando o resultado das nossas ações.
André Motta Ribeiro
Secretário de Estado da Saúde de SC".

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