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Coronavírus

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1 mês

16% dos paulistanos tiveram covid, diz prefeitura; 43% foram assintomáticos

Pessoas usam máscara de proteção contra o coronavírus na região central de São Paulo - Nelson Antoine/Estadão Conteúdo
Pessoas usam máscara de proteção contra o coronavírus na região central de São Paulo Imagem: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

Afonso Ferreira, Lucas Borges Teixeira e Allan Brito

Do UOL, em São Paulo e colaboração para o UOL, em São Paulo

25/02/2021 12h39Atualizada em 25/02/2021 13h11

O novo coronavírus já infectou 16% da população paulistana acima de 18 anos, de acordo com dados do inquérito sorológico apresentados hoje pela Prefeitura de São Paulo. Entre as pessoas que contraíram o vírus, 43% foram assintomáticas, ou seja, não desenvolveram sintomas da covid-19.

Na pesquisa, apesentada em coletiva virtual, a prefeitura constatou um aumento de três pontos percentuais em relação ao último inquérito, realizado no final de janeiro. Com o intervalo de prevalência, a porcentagem de infectados vai de 13% a 19% dos paulistanos. Segundo o estudo, a prevalência é maior em bairros da periferia e entre grupos que frequentam lugares de lazer.

Então possivelmente 20% da população da cidade [teve contato com o coronavírus], o que é bastante importante
Edson Aparecido, Secretário Municipal de Saúde de São Paulo

Por regiões da cidade, o maior percentual de pessoas que tiveram contato com o vírus foi na zona leste, enquanto a menor foi na sudeste. Veja abaixo a prevalência do coronavírus por região da capital paulista:

  • Leste: 22,9%
  • Sul: 16,4%
  • Centro-Oeste: 13,2%
  • Norte: 12,3%
  • Sudeste: 11,8%

Menor o IDH, maior a incidência

A prevalência é maior nos bairros com IDH (índice de desenvolvimento humano) menor, em sua maioria localizados na periferia da cidade, do que no centro, onde se concentram os bairros de classe média alta.

Segundo a pesquisa, nos extremos das zonas sul, leste e norte, a prevalência de infecção é, em média, de 20,5%, quase o dobro da incidência nos bairros do chamado centro expandido, com taxa de 10,5%.

Na chamada "faixa B", de IDH médio, a prevalência é de 16%.

Maior entre quem frequenta restaurantes

A taxa de prevalência também é maior entre os que se aglomeram e frequentam ambientes públicos, como alertam especialistas. Segundo o inquérito, a prevalência entre quem enfrenta restaurantes, academias, cafés ou bares foi de 17,6% - maior do que entre quem não frequenta (15,1%).

A pesquisa mostrou ainda que a quantidade de pessoas que frequenta pelo menos um desses locais também vem crescendo: de 32,4% no início de janeiro (fase 1) para 35,9% no final de fevereiro.

"[Este aumento] demonstra que as aglomerações se acentuaram. Com tendência de novos casos entre jovens adultos de 20 a 45 anos, a prevalência de infecção entre quem frequenta um desses locais mostra que é maior", afirmou Aparecido.

Vacinação de 80+ adiantada para sábado

Na coletiva, o prefeito Bruno Covas (PSDB) também anunciou o adiantamento da vacinação de idosos com 80 anos ou mais para este sábado (27). Eles poderão se vacinar nos postos drive-thrus e nas 82 AMAs (assistência médica ambulatorial) da cidade.

A partir da segunda-feira (1º), data em que o grupo seria imunizado inicialmente, a vacina também estará disponível nas 468 UBS (unidades básicas de saúde) da capital, de acordo com o prefeito.

A Grande São Paulo está na fase amarela, intermediária, do Plano São Paulo. De acordo com o último boletim divulgado pela prefeitura, a capital está com 72% dos leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) ocupados - porcentagem semelhante ao primeiro pico da pandemia, entre maio e junho do ano passado. Um dos motivos, diz a prefeitura, foram as festas de final de ano.

"O número de casos da primeira semana de janeiro se aproximou do número do primeiro pico da pandemia, pelas aglomerações de final de ano. No primeiro pico, tivemos 20.415 casos e agora tivemos 19.995 casos notificados, para se ter ideia de como há aumento grande de casos confirmados aqui na cidade."
Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde

Na tarde de ontem, o governo paulista anunciou um aumento da fiscalização no estado entre 23h e 5h até 14 de março, com o objetivo de combater aglomerações entre jovens e festas clandestinas. Nesta semana, o estado atingiu o recorde de internações em UTI por covid.

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