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Ibaneis volta atrás e lockdown no Distrito Federal terá duração de 15 dias

Ibaneis Rocha (MDB) estabeleceu um prazo para as restrições - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Ibaneis Rocha (MDB) estabeleceu um prazo para as restrições Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Natália Lázaro

Colaboradora do UOL, em Brasília

27/02/2021 14h06Atualizada em 28/02/2021 08h36

O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), anunciou o que o lockdown decretado na noite de ontem vai durar 15 dias, com o retorno das atividades "aos poucos". A medida tem a intenção de evitar o avanço da pandemia do novo coronavírus no DF.

Esta é a terceira modificação do regime em apenas dois dias. Na tarde de ontem, Ibaneis decretou um lockdown noturno com início para o dia 1º de março. Horas depois, ele publicou novo texto no Diário Oficial estreitando as restrições e antecipando a data da medida. No decreto, ele dizia que o lockdown seguia em vigor até segunda ordem.

Porém, com pressão dos empresários e comerciantes, Ibaneis se reuniu com secretários no Palácio do Buriti na manhã de hoje e anunciou que a medida terá validade de 15 dias, com retorno gradual das atividades.

"Nós vamos colocar um prazo para esse decreto, que é um prazo de 15 dias de suspensão das principais atividades. E aí, na sequência, nós vamos fazendo a liberação, como foi feito no ano passado, só que num prazo menor", disse, Ibaneis, em coletiva após o encontro.

"Ontem, por conta do grande número de ocupação de leitos, nós chegamos a 98%. Nós tivemos que mandar um recado forte à sociedade, que, parece, não acredita mais que a Covid-19 vai se espalhar. E ela [doença] está se espalhando em um nível muito alto", defendeu.

À tarde, o Governo do Distrito Federal publicou um novo decreto oficializando os afrouxamentos. O texto entrará em vigor a partir de amanhã.

"Aliando os 98% de ocupação dos leitos, com o índice de transmissão que saiu de em torno de 0,79 para 1,09, nós tivemos que adotar aquele primeiro decreto", disse, Ibaneis.

O Chefe do Executivo Local também anunciou a construção de mais 150 leitos em duas semanas, mas descartou a abertura dos hospitais de campanha.

O que vai funcionar no DF

Com o novo anúncio, atividades de baixo impacto seguirão funcionando no DF, que são: setores automotivos, de construção civil, advocacia, contabilidade, bancos e lotéricas. Ele também adiantou que a circulação de ônibus não será diminuida.

Apesar de alegar que templos, Igrejas, cultos e missas deveriam ser interrompidos, Ibaneis optou por seguir com a atual legislação que permite a manutenção destas atividades.

Ainda, o governador proibiu a reabertura de escolas na função presencial e decretou a volta do trabalho remoto a servidores do DF.

Assim, ficam permitidos: supermercados (incluindo padarias, mercearias e açougues); farmácias; postos de combustíveis e lojas de conveniências; serviços automotivos; bancas de jornais; hotéis; óticas e papelarias.

Segundo decreto, parques e o zoológicos seguem abertos ao público. Ainda, ficam permitidos o funcionamento de clinicas de fisioterapia e pilates. Serviços de lavanderia só poderão abrir as portas para delivery.

Ficam suspensos: cinemas, teatros e museus; academias; clubes recreativos; areas comuns de condomínios; boates e casas noturnas; shoppings e feiras livres; bares e restaurantes; além de salões de beleza e comércio ambulante.

Sobre as atividades comerciais que seguirão abertas, Ibaneis disse que a Secretaria de Segurança vai intensificar que a fiscalização para evitar aglomerações de pessoas.

Apesar de ter afrouxado o decreto, ele falou que, caso as regras não sejam obedecidas, a medida ficará em vigor por mais tempo. Para Ibaneis, a contenção da pandemia depende da conscientização da população e do setor produtivo. "Se persistirem os índices de transmissibilidade que nós temos hoje apurados pela Secretaria de Saúde e os índices de internação, esse decreto vai se arrastar por mais tempo", alertou

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