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Chefe de UTI do Emílio Ribas vê mais jovens internados por covid-19

Jacques Sztanjnbok, chefe da UTI do Instituto de Infectologia do Emilio Ribas, em São Paulo (SP) - Reprodução/GloboNews
Jacques Sztanjnbok, chefe da UTI do Instituto de Infectologia do Emilio Ribas, em São Paulo (SP) Imagem: Reprodução/GloboNews

Do UOL, em Santos

06/03/2021 15h48

Jacques Sztanjnbok, chefe da UTI (unidade de tratamento intensivo) do Instituto de Infectologia do Emilio Ribas, em São Paulo (SP), vê um aumento no número de pacientes com menos de 50 anos internados por complicações da covid-19. Ele diz, no entanto, que a diminuição da faixa etária não se reflete em todo o estado.

"No sistema em que atendo, temos uma prevalência maior de pacientes mais jovens do que no início do enfrentamento no ano passado neste momento. Falo de pacientes de menos de 50 anos. Há um paciente de 28 anos internado em estado gravíssimo", disse Sztanjnbok ,em entrevista ao Jornal GloboNews.

"Isso não se reflete em todo o estado. Provavelmente, há uma diferença regional na distribuição de faixa etária."

Ele diz que a variante do coronavírus que tem se tornado mais prevalente se caracteriza, entre outros aspectos, por ser mais infectante. "Significa um número maior de pacientes, e isso vai pressionar o sistema de saúde", afirma.

O médico afirma que "não há como prever" quando "estaremos em um momento mais tranquilo" em relação à pandemia.

"O que vai acontecer depois vai depender da adesão das pessoas aos protocolos de segurança sanitária. Infelizmente, não temos visto essa adesão, tampouco medidas do governo para coibir comportamentos inadequados", lamentou.

Mais jovens afetados

Especialistas ouvidos pelo UOL sustentam a fala do infectologista e reforçam a impressão de que pessoas mais jovens estão sendo afetadas mais duramente na "nova fase" do coronavírus.

"Os mais jovens estão circulando mais, quebrando as quarentenas e todas as medidas de segurança que orientamos. Com a cepa evoluída, uma pessoa transmite para muito mais gente. Por isso, jovens são a população mais exposta agora", disse Rodrigo Molina, médico consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

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