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Vacinação contra covid-19 deverá ser anual, diz Dimas Covas

Dimas Covas, diretor do Butantan, prevê vacinação anual contra covid-19 - Divulgação
Dimas Covas, diretor do Butantan, prevê vacinação anual contra covid-19 Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

08/03/2021 12h46

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acredita que a vacinação contra covid-19 deverá ser anual e pretende entregar 22 milhões de doses da CoronaVac até o final março.

"Tudo indica que a duração da imunidade será inferior a um ano, e, portanto, a vacinação periódica será necessária", disse Dimas em entrevista à revista Veja.

Para o médico, esse "é o cenário mais provável" considerando a existência de variantes do coronavírus e do ritmo lento da vacinação.

"Há um foco muito grande na questão do uso da vacina, mas pouco se fala do rumo da pandemia. Com o ritmo atual — em que a concentração de uso dos imunizantes está nos países ricos e as nações com renda média e pobres ainda não têm aplicação em massa —, é provável que teremos o vírus circulando pelo mundo ainda no ano que vem com intensidade", completou.

Sobre o fornecimento de vacinas, Dimas afirmou que o Butantan vem fazendo um esforço para aumentar a produção da vacina.

"Já fizemos um primeiro esforço e, com isso, nos planejamos para entregar 22 milhões de doses no final de março, quando a previsão inicial era de pouco menos de 18 milhões. A previsão inicial de entrega foi feita dentro de um contexto que haveria outras vacinas dentro da programação do Ministério da Saúde, mas essa previsão não se confirmou".

Dimas diz esperar que a previsão do Ministério da Saúde, de que em abril haverá aumento na entrega de vacinas, se concretize, pois "estamos ainda trabalhando em previsões".

Sobre o impacto das variantes nas vacinas, o médico afirma que são necessários mais estudos para comprovar se elas são ou não eficazes contra as novas variantes do vírus. No entanto, disse que todas as vacinas apresentadas até agora "têm impacto no número de internações e mortes".

Com os acordos anunciados na semana passada pelo Ministério da Saúde com produtores das vacinas da Pfizer e Janssen, o Brasil deve receber mais 138 milhões de imunizações contra a covid-19 até o fim do ano. Também foi informado que, por meio do consórcio Covax Facility, o país deve receber 3 milhões de vacinas ainda em março e outros 6 milhões entre abril e maio. Agora, o país terá acesso a cinco imunizantes contra o novo coronavírus, distribuídos em diferentes cronogramas concluídos até dezembro.

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