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'É hora de samba na praia?': secretário de Saúde do Rio cogita restrições

10.mar.2021 - Carlos Alberto Chaves, secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, fala sobre combate à pandemia no estado em coletiva - Herculano Barreto Filho/UOL
10.mar.2021 - Carlos Alberto Chaves, secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, fala sobre combate à pandemia no estado em coletiva Imagem: Herculano Barreto Filho/UOL

Herculano Barreto Filho

Do UOL, no Rio

10/03/2021 15h09

Carlos Alberto Chaves, secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, questionou a presença de turistas nas praias cariocas em meio à alta da pandemia causada pelo coronavírus e cogitou a adoção de novas medidas restritivas. Ele irá se reunir na sexta-feira (12) com Cláudio Castro, governador em exercício no Rio, para discutir a situação.

Chaves também anunciou a ampliação de 93 novos leitos voltados para pacientes com covid-19 no estado. Foram abertos 40 leitos no hospital Che Guevara (Maricá), 20 no hospital Oceânico (Niterói) e 14 no hospital Zilda Arns (Volta Redonda), onde também houve a conversão de 19 unidades de enfermaria em CTIs.

Vejo as praias cheias de turistas. É hora de turismo aqui? É hora de samba na praia?

Carlos Alberto Chaves, secretário estadual de Saúde no RJ

Ele também descartou a abertura de hospitais de campanha. "Não vamos colocar paciente dentro de contêiner. Não vamos abrir hospital de campanha. Não quero ser o 5º ou o 6º secretário de saúde na cadeia", analisou.

Até hoje de manhã, 95% dos leitos de UTI do SUS (Sistema Único de Saúde) estavam ocupados na capital fluminense. A taxa de ocupação de unidades no estado chegou a 70,5%, de acordo com o boletim divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Já a ocupação de enfermaria é de 52%.

Ontem, o estado recebeu 261.800 novas doses da vacina —metade delas foram retidas, para a aplicação da segunda dose.

O assunto foi discutido em entrevista coletiva concedida hoje no centro do Rio. Na ocasião, o secretário também falou sobre a situação do Hospital Estadual Eduardo Rabello, na zona oeste do Rio, fechado para obras em decorrência do risco de desabamento.

A unidade será submetida a um estudo técnico, que só será concluído em um prazo de quatro meses para definir se o local passará por reforma estrutural ou se precisará apenas de reparos na estrutura. Ainda não há prazo para que o hospital, especializado no tratamento de idosos e com 60 leitos, volte a funcionar.

O UOL mostrou o fechamento do local sob protesto de funcionários em Senador Vasconcelos, entre os dois bairros com maior número de óbitos (Campo Grande e Bangu), na região mais populosa da capital.

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