PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
7 meses

SP: 4 milhões devem deixar de circular na fase emergencial, diz coordenador

Paulo Menezes acredita que reflexo de novas medidas será sentido em 10 dias - Governo do Estado de São Paulo
Paulo Menezes acredita que reflexo de novas medidas será sentido em 10 dias Imagem: Governo do Estado de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

15/03/2021 08h42Atualizada em 15/03/2021 15h30

O coordenador do Centro de Contingência contra o Coronavírus em São Paulo, o médico Paulo Menezes, disse que a fase emergencial do plano estadual de combate à pandemia deve tirar de circulação 4 milhões de pessoas por dia.

Em entrevista à Globo, Menezes disse que a previsão do comitê tem como base os dados da secretaria de desenvolvimento econômico estadual. A expectativa é que, com o aumento das restrições, a pandemia seja controlada no estado e evite um colapso no sistema de saúde.

"A expectativa é que tenhamos mais de 4 milhões de pessoas saindo da circulação diariamente com as novas medidas. Isso faria com que chegássemos a um nível de isolamento social necessário para interromper essa escalada", disse.

A fase emergencial do Plano São Paulo entrou em vigor hoje no estado. Mais rígida que a fase vermelha, a medida inclui o que o governo chamou de "toque de recolher" entre 20h e 5h e proibição de eventos religiosos e esportivos até o dia 30 de março.

Para Paulo Menezes, o resultado das novas medidas poderá ser medido a partir da próxima semana. Porém, a expectativa é que as restrições da fase vermelha, implementadas na última semana, já contribuam para uma desaceleração de novos casos no estado.

"O resultado é observado em pelo menos 10, 12 dias. Como estávamos na fase vermelha na semana passada, esperamos que nessa semana já tenhamos algum reflexo. A semana passada tivemos um aumento no isolamento, na faixa de 3% por dia", disse.

Veja abaixo o que muda com a nova fase emergencial:

Toque de recolher

O toque de recolher, que será entre 20h e 5h, na prática é uma expansão do chamado "toque de restrição". Os serviços essenciais que se manterão abertos nesta fase emergencial, como supermercados e farmácias, continuarão a funcionar e quem estiver circulando deve apresentar motivo de urgência, como saúde e trabalho, para estar na rua.

Multas só serão aplicadas em caso de reincidência, como já acontece no chamado "toque de restrição", que funcionava, até então, das 23h às 5h.

Escolas

A Secretaria Estadual da Educação antecipou os recessos escolares de abril e outubro e deixará escolas estaduais sem atividades entre 15 e 28 de março. As unidades podem ficar abertas para atender estudantes que necessitam de alimentação e material escolar.

O secretário Rossieli Soares recomendou que escolas municipais e particulares adotem o mesmo sistema. "É uma medida que vai fazer com que haja diminuição de pessoas nas escolas. Não teremos atividades obrigatórias, mas estaremos apoiando estudantes que precisam", disse.

Na sexta, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), informou que todas as escolas da capital —incluindo as redes pública e privada— também devem suspender as atividades até 5 de abril.

Esporte

As práticas de atividades esportivas coletivas estão proibidas. O campeonato paulista de futebol fica suspenso até o fim do mês.

Igrejas

Estão proibidas cerimônias religiosas coletivas. Líderes religiosos podem receber fiéis individualmente, seguindo todos os protocolos sanitários, como distanciamento social e uso de máscara.

Transporte público

Trens e metrôs continuam funcionando, sem alteração na oferta, segundo o governador João Doria. Para evitar aglomeração no transporte público, o estado sugeriu horários de entrada de funcionários dos setores que seguem trabalhando. Dessa maneira, alega o governo paulista, ônibus, trens e metrôs não devem ficar lotados.

Os horários são sugestões do governo às empresas, e não imposição obrigatória aos trabalhadores. São eles:

  • Funcionários da indústria: 5h - 7h
  • Funcionários de serviços: 7h - 9h
  • Funcionários do comércio: 9h - 11h

Comércio, serviços e restaurantes

Retirada de refeições em bares e restaurantes estão proibidas, assim como o atendimento presencial, nas mesas —o drive-thru está liberado das 5h às 20h e o delivery, sem restrição de horário.

Escritórios de empresas privadas devem ser fechados e funcionários devem trabalhar remotamente.

Lojas de materiais de construção foram retiradas da lista de atividades essenciais e não devem funcionar.

Farmácias, mercados e postos de gasolina continuam abertos, seguindo os protocolos sanitários, porque são considerados serviços essenciais, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen. Mas o estado recomenda uma escala de trabalho para evitar deslocamentos em horários em que o transporte possa ficar mais cheio.

Viagens

Doria afirmou que não haverá bloqueio ou proibição de entrada e saída do estado de São Paulo nas estradas. Ou seja, as viagens estão liberadas. "São Paulo evidentemente não fará restrições a vizinhos. Somos um só país", disse.

Outras restrições

  • Proibição do uso de praias e parques.
  • Máscara obrigatória em todos os ambientes, sejam externos ou internos.
  • Serviços de retirada proibidos para qualquer setor.
  • Trabalho virtual obrigatório para órgãos públicos ou de qualquer atividade que não seja essencial.

Denúncias

O governo estadual afirmou que haverá fiscalização das medidas da fase emergencial. Para denúncias de aglomeração e atividades clandestinas, foram disponibilizados números de telefone e e-mail.

  • 0800-771-3541 (ligação gratuita)
  • 3065-4666
  • Site do Procon-SP
  • E-mail da Vigilância: secretarias@cvs.saude.sp.gov.br

Coronavírus