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Bolsonaro omitiu fatos importantes em relação à CoronaVac, diz Dimas Covas

Covas, ao comentar pronunciamento de Bolsonaro, disse que vacina foi combatida duramente no ano passado - Divulgação
Covas, ao comentar pronunciamento de Bolsonaro, disse que vacina foi combatida duramente no ano passado Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

24/03/2021 08h12

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse hoje que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "omitiu fatos importantes" em relação à CoronaVac durante seu pronunciamento ontem.

"Na realidade a história conta muito claramente o que aconteceu: a vacina foi combatida duramente o ano passado. Nós somente tivemos o contrato com o ministério (da Saúde) assinado no dia 7 de janeiro desse ano. E assim mesmo com uma movimentação expressiva do nosso governador João Doria, que abriu a possibilidade de fornecimento da vacina para todo o Brasil. O presidente ontem na realidade omitiu fatos importantes da história recente em relação a essa vacina", disse Covas, em entrevista à TV Globo.

No pronunciamento de três minutos, Bolsonaro falou da liberação de R$ 1,9 bilhão para vacinas em agosto, mas omitiu a demora em fechar o acordo com o Butantan para a produção da CoronaVac, tendo inclusive recusado oferta de compra de 160 milhões de doses. A proposta foi feita novamente em agosto, outubro e dezembro, sem resposta da pasta.

Em outubro, Bolsonaro desautorizou o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e rejeitou a compra de 45 milhões de doses da CoronaVac até dezembro de 2020 e outros 15 milhões no primeiro trimestre de 2021. Isso garantiria ao menos 60 milhões de doses na primeira fase de vacinação. O mandatário chamou a CoronaVac como "vacina chinesa de João Doria".

Soro anticovid

Na entrevista, Covas também disse que o Butantan enviou ontem à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) uma nova rodada de documentação sobre o soro contra a covid-19.

O instituto que testar e aplicar o soro em seres humanos, mas ainda não tem aval da agência reguladora. O composto é repleto de anticorpos da doença, o que ajudaria as pessoas infectadas, principalmente em casos graves, a reagir contra a contaminação.

"Tivemos duas rodadas de exigências da Anvisa e ontem à noite completamos essa segunda rodada. Nesse momento não temos nenhum documento pendente e aguardamos aprovação da Anvisa. O soro está pronto, está aguardando autorização para podermos iniciar o estudo clínico. Estamos falando de um tratamento e é muito importante nessa fase crítica da epidemia, onde muitos pacientes estão internados, inclusive muitos perdendo a vida. O soro pode ajudar", disse ele.

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