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Queiroga diz que Saúde vai receber hoje insumos para o "kit intubação"

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a previsão é que hoje os insumos sejam entregues para a pasta - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a previsão é que hoje os insumos sejam entregues para a pasta Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

15/04/2021 13h56Atualizada em 15/04/2021 14h07

Diante da crise de abastecimento dos estoques para o "kit intubação", o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o país vai receber hoje uma nova remessa das medicações, que serão doadas pela Vale.

"Hoje vão chegar os kits, doados pela Vale. Vamos explicar para vocês [imprensa] como vamos fazer essa logística", disse o ministro a repórteres.

Queiroga também disse que pretende mostrar o que o Ministério da Saúde tem feito para "garantir o abastecimento de municípios" em relação aos kits que atendem majoritariamente os pacientes da covid-19.

O ministro fez as declarações momentos antes de seguir para uma reunião que tem como foco tratar sobre a abertura de novas vagas para o treinamento de médicos intensivistas. O encontro não consta na agenda oficial do ministro da Saúde.

"Agora vou tratar sobre a residência médica de residência intensiva, multiprofissional para formarmos profissionais qualificados para enfrentarmos os desafios na saúde pública brasileira", disse Queiroga.

Queiroga informou que serão ofertadas 600 vagas para o treinamento de médicos intensivistas, enfermeiros e fisioterapeutas para criar recursos humanos "mais qualificados" para atender o SUS (Sistema Único de Saúde). O ministro não detalhou quando serão abertas as vagas nem o formato de seleção.

SP tenta acessar medicações há mais de 40 dias

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que está há 40 dias enviando ofícios para o Ministério da Saúde com pedidos de ajuda e apoio para distribuir o "kit covid" aos municípios.

Foram enviados nove ofícios e nenhum teve resposta formal do Ministério, segundo o secretário. A escassez dos medicamentos fez com que o estado adotasse um protocolo para usar medicamentos alternativos que possam garantir aos pacientes da covid-19 um procedimento mais "humanizado".

"Temos feito apoios com associação de medicina. Foram feitos protocolos para que cada um dos grupos de medicações pudessem ser substituídos por medicamentos que temos no nosso estoque, para assistir de forma qualificada e humana esses pacientes. Isso é algo imperioso na humanização e qualidade do atendimento desses pacientes", alegou.

Extubação sem analgésico é "momento doloroso"

A cardiologista Ludhmila Hajjar fez um alerta hoje, em entrevista à GloboNews, sobre os impactos da falta dos medicamentos que compõem o "kit intubação".

Segundo a médica, a extubação — retirada de um tubo que ajuda na respiração — sem analgésicos é um momento doloroso que gera impactos de curto e longo prazo aos pacientes da covid-19.

"Se eu tiver que tirar o tubo ou fazer o processo de extubação do paciente sem analgésico e sedativo, sem essas medicações que servem aliviar o desconforto, será um momento doloroso, traumático, não só para o momento, mas isso também pode gerar consequências a longo prazo", alertou a médica.

Hajjar chegou a ser cotada para ocupar a chefia do Ministério da Saúde, mas por discordar de parâmetros do combate à pandemia do governo federal, recusou o cargo.

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