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1 mês

Brasil registra 3.019 mortes por covid em 24 h e se aproxima de 400 mil

Brasil se aproxima da marca de 400 mil mortes causadas pela covid-19 em toda a pandemia - Roberto Costa/Código19/Estadão Conteúdo
Brasil se aproxima da marca de 400 mil mortes causadas pela covid-19 em toda a pandemia Imagem: Roberto Costa/Código19/Estadão Conteúdo

Ana Caratchuk, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

28/04/2021 19h00Atualizada em 28/04/2021 22h35

Com 3.019 novos óbitos registrados nas últimas 24 horas, o Brasil se aproxima das 400 mil mortes. No total, até hoje foram 398.343. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.379 pessoas por dia por complicações da infecção pelo coronavírus no Brasil. Este é o 98º dia consecutivo com média móvel acima de mil. Há 43 dias, desde 17 de março, o índice se mantém acima de 2 mil.

O Brasil também continua registrando um alto número de novos casos por dia. Nas últimas 24 horas, 77.266 pessoas foram diagnosticadas com o covid-19. Desde o começo da pandemia, 14.523.807 já tiveram a doença.

Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Já de acordo com as contas do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 3.163 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, houve 398.185 óbitos provocados pela doença.

De acordo com os dados do ministério da Saúde, foram reportados 79.726 novos casos de covid-19 entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 14.521.289. Desse total, 13.091.714 pessoas se recuperaram da doença e outras 1.031.390 permanecem em acompanhamento.

A pandemia nos estados

Em três regiões brasileiras, a média móvel de mortes apresenta tendência de queda: Centro-Oeste (-21%), Sudeste (-23%) e Sul (-22%). Outras duas têm um índice considerado estável: Norte (-7%) e Nordeste (-11%). No geral, o Brasil apresenta tendência de queda, de -19%, na variação de 14 dias.

São 11 estados com estabilidade nos registros, enquanto outros catorze e o DF estão em queda. Apenas um estado, o Acre, apresenta tendência de aceleração nas mortes por covid-19.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (-2%)
  • Minas Gerais: estabilidade (-14%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (-15%)
  • São Paulo: queda (-30%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (17%)
  • Amazonas: estabilidade (-1%)
  • Amapá: queda (-45%)
  • Pará: estabilidade (8%)
  • Rondônia: queda (-23%)
  • Roraima: queda (-23%)
  • Tocantins: queda (-35%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (-12%)
  • Bahia: estabilidade (-6%)
  • Ceará: queda (-17%)
  • Maranhão: queda (-35%)
  • Paraíba: queda (-22%)
  • Pernambuco: estabilidade (14%)
  • Piauí: queda (-22%)
  • Rio Grande do Norte: estabilidade (1%)
  • Sergipe: estabilidade (1%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-25%)
  • Goiás: queda (-20%)
  • Mato Grosso: queda (-25%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (-9%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-20%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-27%)
  • Santa Catarina: queda (-16%)

O Brasil em números

Na primeira onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 1.554 (19/7)
  • Maior média móvel de óbitos: 1.097 (25/7)
  • Maior período com média acima de mil: 31 dias
  • Maior número de óbitos em uma semana: 7.679 (de 19/7 a 25/7)

Na segunda onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 4.211 (6/4)
  • Maior média móvel de óbitos: 3.125 (12/4)
  • Maior período com média acima de mil: 98 dias
  • Maior número de óbitos em uma semana: 21.172 (de 4/4 a 10/4)

As dez médias móveis mais altas foram registradas entre o fim de março e abril e foram todas acima de 2.900. São elas:

  • 12 de abril - 3.125
  • 1 de abril - 3.119
  • 11 de abril - 3.109
  • 13 de abril - 3.051
  • 10 de abril - 3.025
  • 14 de abril - 3.012
  • 2 de abril - 3.006
  • 31 de março - 2.971
  • 15 de abril - 2.952
  • 9 de abril - 2.938

Os cinco dias com maior número de mortes em toda a pandemia também ocorreram entre 31 de março e abril (os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais):

  • 6 de abril - 4.211
  • 8 de abril - 4.190
  • 31 de março - 3.950
  • 15 de abril - 3.774
  • 7 de abril - 3.733

Oito estados reportaram mais de cem mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. A soma do total de vítimas destes locais (2.301) representa mais do que a metade do total de mortes no país:

  • São Paulo - 814
  • Minas Gerais - 488
  • Rio de Janeiro - 330
  • Paraná - 210
  • Rio Grande do Sul - 147
  • Pernambuco - 106
  • Bahia - 104
  • Ceará - 102

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do informado anteriormente, a variação na média móvel de mortes da região Nordeste é considerada estável. Já na região Sul, o índice está em queda. O texto foi corrigido.

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