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5 meses

Covid: Média de mortes desacelera no país, mas segue acima de 2.000 por dia

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Do UOL, em São Paulo

01/05/2021 18h29Atualizada em 02/05/2021 15h42

O Brasil voltou a apresentar desaceleração na média de mortes por covid-19. Com 2.278 mortes nas últimas 24 horas, o país segue com média acima de 2.000 óbitos por dia na última semana. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.422 pessoas por dia por complicações da infecção pelo coronavírus no Brasil. Este é o 101º dia consecutivo com média móvel acima de mil. Há 46 dias, desde 17 de março, o índice se mantém acima de 2.000. Ao todo, o país atingiu 406.565 mil óbitos pela doença.

Em três regiões brasileiras, a média móvel de mortes é considerada estável: Nordeste (-7%), Norte (-15%) e Sudeste (-15%). Já Centro-Oeste (-28%) e Sul (-20%) apresentaram queda.

Nove estados apresentam estabilidade nos registros, enquanto outros 15 e o DF estão em queda. Apenas dois estados apresentam tendência de aceleração nas mortes por covid-19.

Cinco estados reportaram mais de cem mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. A soma do total de vítimas destes locais (2.161) representa mais do que a metade do total de mortes no país:

  • São Paulo - 750
  • Minas Gerais - 337
  • Rio de Janeiro - 213
  • Paraná - 158
  • Rio Grande do Sul - 135

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou que o Brasil reportou 2.656 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, houve 406.437 óbitos causados pela doença.

Em todo o país, pelos dados do ministério, foram confirmados 66.964 novos casos da doença entre ontem e hoje. O total de infectados chegou a 14.725.975 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, 13.242.665 pessoas se recuperaram da doença, com outras 1.076.873 em acompanhamento.

Com pico em abril, 2021 tem mais da metade dos óbitos da pandemia

Com mais de 80 mil mortos nos últimos 30 dias, o mês de abril termina em situação ainda mais grave que março em relação à covid-19 — até então, o mês com mais mortes de toda a pandemia.

Foram, ao todo, 82.401 mortos em abril — cerca de 15 mil a mais do que no mês anterior. Só nos quatro primeiros meses de 2021, as mortes por covid-19 representam mais da metade de todos os óbitos em decorrência da doença desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020.

O país atingiu a marca de 400 mil mortos pela covid-19. Mas, somente nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, foram 209.311 óbitos pela doença, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Destes quatro meses, março e abril concentram a maior quantidade de mortos: juntos, eles somam 149.269 óbitos.

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-18%)
  • Minas Gerais: estabilidade (-11%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (-7%)
  • São Paulo: queda (-19%)

Região Norte

  • Acre: queda (-25%)
  • Amazonas: aceleração (17%)
  • Amapá: queda (-45%)
  • Pará: estabilidade (-4%)
  • Rondônia: queda (-45%)
  • Roraima: queda (-19%)
  • Tocantins: queda (-17%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (-11%)
  • Bahia: queda (-17%)
  • Ceará: estabilidade (6%)
  • Maranhão: queda (-30%)
  • Paraíba: queda (-29%)
  • Pernambuco: aceleração (37%)
  • Piauí: queda (-22%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-21%)
  • Sergipe: estabilidade (2%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-36%)
  • Goiás: queda (-30%)
  • Mato Grosso: queda (-33%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (-7%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (-15%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-29%)
  • Santa Catarina: estabilidade (-11%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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