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Lewandowski manda Anvisa esclarecer pendências para importação da Sputnik

O STF determinou que a Anvisa esclareça quais documentos faltam para a análise definitiva da vacina russa  - Reprodução/Divulgação
O STF determinou que a Anvisa esclareça quais documentos faltam para a análise definitiva da vacina russa Imagem: Reprodução/Divulgação

Rafael Neves

Do UOL, em Brasília

10/05/2021 18h10

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido do governo do Maranhão para acelerar a importação da vacina russa Sputnik V no estado.

Em decisão nesta segunda-feira (10), o ministro determinou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) esclareça, em até 48 horas, que documentos faltam para que a agência analise o pedido de autorização excepcional e temporária do governo maranhense para a compra do imunizante.

No final de março, Lewandowski havia autorizado vários estados a adquirir automaticamente a Sputnik em um prazo de 30 dias - ou seja, a partir do final de abril - se a Anvisa não tomasse decisão sobre os pedidos de importação. No último dia 26, porém, a diretoria da agência rejeitou os pedidos por unanimidade, alegando falta de informações para garantir a segurança, a eficácia e a qualidade das vacinas.

Em seguida, o governo do Maranhão cobrou da Anvisa os relatórios técnicos que embasaram a rejeição e enviou à agência um conjunto de documentos que comprovariam a viabilidade dos imunizantes.

Entre esses documentos está um parecer do médico Amílcar Tanuri, doutor em genética e virologia e professor na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que formulou "recomendações claras em favor do uso da vacina".

Segundo o governo maranhense, a Anvisa não respondeu a nenhum desses ofícios, o que levou a procuradoria-geral do estado a acionar Lewandowski. O UOL tenta contato com a agência para pedir esclarecimentos.

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