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Coronavírus

Mutirão da 2ª dose da vacina em SP reduz número de atrasados em quase 50%

Do UOL, em São Paulo

07/06/2021 08h46Atualizada em 07/06/2021 10h38

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse hoje que a cidade imunizou no fim de semana quase 50% das pessoas que estavam com a 2ª dose atrasada. O mutirão, chamado de "Dia D" da vacinação, foi realizado em parceria com municípios paulistas.

"No início da semana tínhamos 197 mil pessoas sem a 2ª dose e chegamos no final de semana com menos de 100 mil pessoas a serem atingidas. O trabalho continua, mas reduzimos praticamente em 50% o número de pessoas que não tinham tomado a 2ª dose", afirmou Edson Aparecido ao UOL News. "O balanço foi positivo".

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Até o dia 27 de maio, 501.693 pessoas em todo o estado não haviam completado o ciclo vacinal.

Hoje, a Prefeitura de São Paulo amplia a vacinação na cidade e começa a imunizar gestantes e puérperas sem comorbidades e também pessoas com deficiência que recebem BPC (Benefício de Prestação Continuada). Serão vacinados aqueles acima de 18 anos em ambos os grupos.

"É um grupo de cerca de 270 mil pessoas aqui na capital. Vamos avançando gradativamente na vacinação da 1ª dose. Nessa semana, devemos receber [mais um lote] da CoronaVac e Janssen".

Segundo Edson, a prefeitura está "fazendo um esforço" para que a partir de 1º de julho a vacinação por faixa etária continue. O próximo grupo são pessoas entre 55 e 59 anos.

'Momento de preocupação'

Mais cedo, em entrevista ao SPTV, o secretário Edson Aparecido afirmou que a cidade vive "momento de preocupação" após aumento no número de casos.

São momentos de bastante preocupação com a volta da circulação das pessoas como se já não estivéssemos mais pandemia na cidade
Edson Aparecido, secretário municipal de SP

"Estamos acompanhando na média móvel um aumento no número de novos casos. Por volta do dia 17, podemos ter uma taxa de ocupação semelhante a do pico da segunda onda, em abril", afirmou ele. "Seria muito importante se as pessoas entendessem que a pandemia não acabou, ela continua".

Edson Aparecido fez críticas principalmente a aglomerações registradas ao longo do último feriado na capital e cidades do estado, como Campos do Jordão.

" Essas pessoas que circulam dessa forma se contaminam e contaminam suas famílias. Todas as pessoas estão cansadas, mas é preciso resistir um pouco mais. Uma coisa é circular em função do trabalho, e mesmo assim se proteger, usar máscara. Outra coisa é esse tipo de coisa absolutamente inoportuna, inaceitável por parte de pessoas que sabemos ser informadas".

A ocupação dos leitos não-covid na cidade de São Paulo está em 98% para UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e em cerca de 90% para enfermaria. Em leitos covid-19, a taxa de ocupação é de cerca de 82% em UTIs e de cerca de 70% em enfermarias.

"Desta vez estamos com um problema grave, tanto as taxas de leitos covid como não covid estão muito altas. No trabalho de reversão de leitos estamos muito no limite. Vamos abrir mais 250 leitos de UTI até dia 20 de junho, mas isso vai se tornando insuficiente. Se nós não conseguirmos fazer uma transição deste momento que estamos vivendo, teremos situações muito difíceis nos hospitais da cidade", disse.

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