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RJ tem 9 municípios com 100% de ocupação em UTIs para covid

Mister Shadow/Estadão Conteúdo
Imagem: Mister Shadow/Estadão Conteúdo

Lola Ferreira

Do UOL, no Rio

26/08/2021 19h02

O estado do Rio de Janeiro tem hoje ao menos nove municípios com lotação máxima nos leitos de UTI para covid-19 na rede pública. Outras três cidades têm lotação acima dos 90% —incluindo a capital. A ocupação de leitos desse tipo em todo o estado é de 66%.

Os dados são da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e se referem a todos os leitos públicos localizados nos municípios. Bom Jesus de Itabapoana é o município com mais vagas ocupadas (65).

Os outros com ocupação máxima são Belford Roxo (9), Cantagalo (10), Cordeiro (10), Guapimirim (10), Laje do Muriaé (2), São Sebastião do Alto (5), Tanguá (1) e Teresópolis (18) —a o município da região serrana tem também todos os leitos de enfermaria ocupados.

A capital fluminense está com 628 dos seus 667 leitos públicos de UTI para covid ocupados (94%). Duque de Caxias (91%) e Itaperuna (90%) também apresentam ocupação a partir de 90%.

Rio é a pior entre as capitais

Ontem, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou boletim extraordinário sobre o atual cenário da covid-19 no país. O documento aponta que, em relação à ocupação dos leitos de UTI covid, o Rio é a pior capital. A ocupação estava em 96% entre os dias 15 e 21. A segunda capital com maior taxa de UTIs covid ocupadas é Boa Vista (84%).

Apesar do índice alarmante do Rio, o boletim aponta no sentido de diminuição de quadros graves e uma consequente melhora do quadro pandêmico no país.

O boletim também avalia que, apesar da taxa de ocupação na capital fluminense, o avanço da variante delta ainda não se traduziu em hospitalizações que necessitem de cuidados intensivos no restante do estado.

Vacinação no estado

O estado do Rio de Janeiro tem hoje 25,76% da sua população total imunizada contra a covid-19. Em relação à população adulta, o índice chega a 32%.

A ocupação nos leitos de UTI tem girado em torno dos 70% em todo o mês de agosto. Em julho, esse índice girava em torno de 60%. Ontem, a fila de espera para um leito de UTI covid era de 59 pessoas. Para enfermaria, 50.

Um documento obtido pelo UOL mostra que o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) deu à SES o prazo de 15 dias para explicar a oferta de leitos na rede pública de saúde. O ofício chegou à mesa da SES no dia 16.

Nele, a promotora Cristiana Benites, da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Saúde da Capital, pede que o secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, informe: quantos pacientes aguardam na fila atendimento para covid (enfermaria e UTI) e quais medidas o estado tomará para abrir mais leitos, diante da maior procura por internações.

O objetivo principal, de acordo com a promotoria, é "monitorar o acesso da população aos leitos". Caso o MP-RJ entenda que há risco de colapso da rede pública estadual de saúde, pode haver "medidas judiciais cabíveis" contra o governo do estado.

A SES ainda não respondeu aos questionamentos do MP-RJ.

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