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Conteúdo publicado há
1 mês

Kennedy: Queiroga faz desserviço e tenta acobertar a própria incompetência

Colaboração para o UOL, em Brasília

16/09/2021 18h36Atualizada em 17/09/2021 11h41

O vai e volta do Ministério da Saúde sobre a vacinação de adolescentes sem comorbidades rendeu críticas ao ministro à frente da pasta, Marcelo Queiroga. O colunista Kennedy Alencar disse que o chefe da Saúde mentiu e fez um desserviço.

A justificativa oficial do ministério para suspender a imunização de pessoas entre 17 e 12 anos sem comorbidades é a falta de estudos com esse grupo e os benefícios não estariam comprovados, conforme diz a nota. "Queiroga está mentindo, ele é Pazuello de jaleco. É porque está faltando vacina, vários países já estão vacinando acima de 12 anos, o próprio Brasil começaria", disse o colunista ao UOL News.

"Ele lança suspeita sobre a vacina e relaciona uma morte à vacina quando não está comprovado. Ele é irresponsável em dar entrevista como deu. Bolsonaro quer ir à ONU (Organização das Nações Unidas) sem vacinar, vai desgastar a imagem internacional do Brasil mais ainda", criticou.

Na análise de Kennedy, a fala do ministro foi um desserviço ao país. "É nesse mundo que a gente vive, o Queiroga é submisso ao Bolsonaro, tenta acobertar a própria incompetência, falta vacina, segunda dose da AstraZeneca", afirmou.

Desde a semana passada, alguns pontos do Brasil denunciaram estar sem estoque da AstraZeneca e, em decisão de emergência, São Paulo decidiu aplicar Pfizer para quem estava com a AstraZeneca atrasada. Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Mato Grosso também estavam com a vacina em falta.

Apesar de o ministério ter dito hoje que os adolescentes sem comorbidades não correm tanto risco pela faixa etária e por uma melhor no quadro epidemiológico, Kennedy reforçou: "É fundamental vacinar adolescente acima dos 12 anos".

Nova posição da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje que a aplicação da vacina contra covid-19 em adolescentes foi feita de maneira "intempestiva" e criticou estados por não seguirem as orientações federais.

"Estados e municípios iniciaram essa vacina antes, até no mês de agosto, vacina que era para começar ontem", disse ele durante entrevista coletiva. Além disso, Queiroga afirmou que não recomendará a imunização para adolescentes sem comorbidades até que haja mais evidências "sólidas".

"Em relação a adolescentes, a recomendação é essa. Por favor, sigam a orientação do PNI e não apliquem outros imunizantes além do que está autorizado", afirmou. Com isso, o ministério ainda aprova a vacinação com Pfizer de adolescentes com "deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade".

O estado de São Paulo seguirá com a vacinação de pessoas entre 12 e 17 anos, como confirmou o governador João Doria (PSDB). Para ele, a decisão é "descabida" e não baseada em ciência.

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