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Conteúdo publicado há
1 mês

Saúde volta atrás e suspende vacina para adolescentes sem comorbidades

Colaboração para o UOL

16/09/2021 10h47

O Ministério da Saúde suspendeu a vacinação contra o coronavírus para adolescentes sem comorbidades. O comunicado veio da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à covid-19 na noite de ontem. Alguns estados já estavam aplicando o imunizante em jovens e outros previam começar hoje.

Com isso, a pasta orienta a vacinação contra o vírus apenas para pessoas entre 17 e 12 anos que tenham "deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade".

A decisão estaria embasada nas orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) de não recomendar a imunização de adolescentes, por essa faixa etária ter poucos casos graves e faltar estudos sobre a vacinação nesse grupo, portanto "os benefícios não estão claramente definidos".

Além disso, a nota cita que houve redução na média móvel de casos e mortes por covid, o que torna o cenário epidemiológico menos perigoso para os adolescentes sem comorbidades.

O anúncio da suspensão ocorre em meio a falta de estoque de certas vacinas em alguns pontos do Brasil, como São Paulo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, até então se mostrava favorável a cobertura vacinal dos adolescentes.

Em julho, o representante da pasta tinha previsto o início da imunização para esse grupo sem comorbidade assim que todos os adultos estivessem com a primeira dose. A decisão de vacinar as pessoas de 17 a 12 anos foi, inclusive, tomada em conjunto com os estados e municípios, desde que eles respeitassem o PNI (Plano Nacional de Imunização).

Com os adolescentes inclusos no plano de vacinação, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da Pfizer para cidadãos com, pelo menos, 12 anos.

Recomendação da OMS

Citada pelo Ministério da Saúde, a OMS pede cautela para a vacinação de adolescentes. A diretora-geral assistente para Medicamentos e Vacinação da agência, Mariângela Simão, destacou em agosto que nenhum estudo clínico começa com crianças ou adolescentes.

"Tem que levar com cuidado, principalmente por questão de segurança. A relação de benefício em aplicar a vacina nas crianças ainda não está comprovada. Então você precisa ter mais dados, precisa ter mais estudos sobre a segurança dessas vacinas na faixa etária menor", disse à ONU (Organização das Nações Unidas) News.

Apesar dos poucos estudos com adolescentes, a OMS recomenda que, caso haja vacinação, ela seja feita com a Pfizer, como ocorria até então no Brasil. O imunizante se mostrou seguro para os menores de 16 anos, mas o órgão reforçou que os adolescentes sem comorbidades não fazem parte de grupos de risco.

"A vacina é segura e eficaz nesta população, embora aqueles que mais sofrem com a doença ainda sejam os adultos e certos grupos médicos em risco", falou a chefe da Unidade de Imunizações da OMS, Anne Lindstrom.

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