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Conteúdo publicado há
1 mês

Números da pandemia terão de ser revisitados no futuro, diz médico

Colaboração para o UOL

08/10/2021 08h52

Em entrevista ao UOL News na manhã de hoje, o médico sanitarista Gonzalo Vecina comentou sobre o número de mortos por covid-19 no Brasil. No início da tarde, o país ultrapassou a marca de 600 mil óbitos por causa desta doença, segundo o consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Vecina disse que o sistema de coleta de informações do Brasil "não é confiável" e que no futuro os dados vão precisar de revisão.

"A gente tem que ter a noção que todo esse número é subestimado no Brasil. Com certeza nós já passamos de 1 milhão de mortos. Nos Estados Unidos, os números devem ser mais confiáveis, porque o sistema de informação deles é mais confiável do que o que nós temos aqui. Esses números vão ter que ser revisitados quando tudo isso passar", afirmou.

O médico sanitarista também falou sobre a transmissão do vírus no país e acredita que a variante gama protegeu da variante delta.

Eu esperava que estivéssemos em uma situação pior por causa da variante delta, mas a variante gama surpreendentemente segurou e protegeu. Estamos convivendo com essas 600 mil mortes, com todo esse sofrimento e toda essa dor. É um desastre completo, total e absoluto."
Gonzalo Vecina, médico sanitarista

Vecina comentou ainda sobre a decisão do Ministério da Saúde, que pode descontinuar o uso da vacina CoronaVac na imunização contra a covid-19 em 2022. O governo federal citou a "baixa efetividade" dela na população acima de 80 anos —mas todas as vacinas usadas no país são eficazes contra o coronavírus e foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"O Ministério da Saúde erra mais uma vez. Já fizeram essa bobagem quando o Bolsonaro disse que era a vacina do Doria e mandou não comprar. Quando chegou em dezembro, ninguém tinha vacina, aí foi aceita a compra. Neste momento o que nós temos? Temos que a CoronaVac é a que menos protege os idosos, mas ela também protege. Isso o Bolsonaro não aceita", disse.

"Existe um outro lado nessa história, que a vacina mais segura e eficaz que temos para os jovens é a CoronaVac. É uma vacina de vírus desativado, e essas são muito boas para jovens. Vamos ver esses resultados daqui a pouco", completou.

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