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1 mês

Presidente da Anvisa: Preocupação é Brasil virar polo de turismo antivacina

Presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou hoje que o Brasil não pode virar polo do turismo antivacina - Jefferson Rudy/Agência Senado
Presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou hoje que o Brasil não pode virar polo do turismo antivacina Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

26/11/2021 11h42Atualizada em 26/11/2021 11h53

O presidente da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, afirmou hoje que o Brasil não pode virar polo do turismo antivacina e disse que a agência defenderá medidas restritivas em aeroportos "às últimas consequências". O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) resiste ao fechamento das fronteiras e controle sanitário.

"Não se trata da agência propor fechamento do país. O momento é de inverno do hemisfério norte e de festas de fim de ano, o Brasil é um país que atrai turistas. É preocupante a nova variante. Agora, não pode ser atraente para o turismo antivacina", disse em entrevista à GloboNews.

Barra Torres acrescentou que "não é razoável, não é aceitável e nós iremos às últimas consequências defendendo nossas posições, que são baseadas em Ciência para proteger nosso cidadão".

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota técnica, hoje, recomendando que o governo adote medidas de restrição para viajantes e voos vindos de seis países da África em razão da identificação de uma nova variante do novo coronavírus no continente.

O real está valorizado e isso torna atraente o turismo do dólar e do euro, vindo de países que não têm a mesma cultura vacinal que a nossa. Nossa preocupação é que nosso país vira polo de turismo antivacina.
Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa, em entrevista à GloboNews

Em conversa com apoiadores hoje, Bolsonaro afirmou "que está vindo uma nova onda de covid", mas rebateu a sugestão de um apoiador para o "fechamento" de aeroportos do Brasil.

"Tem que aprender a conviver com o vírus", repetiu o presidente, que classificou a sugestão do apoiador como "loucura".

Com a demora para a compra de vacinas e falta de coordenação nacional, o Brasil registrou 613.697 mortes por covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.

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