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1 mês

Bolsonaro fala em 'nova onda', mas rebate pedido para 'fechar' aeroportos

Do UOL, em São Paulo*

26/11/2021 10h22Atualizada em 26/11/2021 13h11

No momento em que países da Europa apertam restrições para conter o salto de casos do novo coronavírus, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou hoje que "está vindo uma outra onda de covid". Em conversa em frente ao Palácio da Alvorada, no entanto, o chefe do Executivo rebateu a sugestão de um apoiador para 'fechamento" de aeroportos do Brasil para tentar reduzir o contágio da doença.

A declaração ocorreu antes de a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicar uma nota técnica recomendando que o governo adote medidas de restrição para viajantes e voos vindos de seis países da África — em razão da identificação de uma nova variante do novo coronavírus na África do Sul. Os países citados pela agência são África do Sul, Botsuana, Eswatini (ex-Suazilândia), Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

"Não vai vedar, rapaz. Que loucura é essa? Fechou o aeroporto, o vírus não entra? Já está aqui dentro", declarou Bolsonaro ao ser questionado, de forma genérica, sobre a possibilidade de restringir a entrada de estrangeiros no país. "Tem que aprender a conviver com o vírus", repetiu.

O apoiador citou a quarta onda de covid-19 na Europa, mas o presidente minimizou. "Você está vendo muita [TV] Globo".

Preocupação com variante

A declaração de Bolsonaro ocorre em um momento em que o Anvisa também recomendou — com apoio de diversos estados e municípios — um aumento nas restrições para a entrada de estrangeiros no Brasil, com o ingresso apenas de vacinados. O governo, porém, já deu indicações que é contrário à medida. Não houve referência na conversa com apoiadores a essa proposta.

Paralelamente à situação nacional, desde ontem países têm demonstrado preocupação com a descoberta de uma nova variante do novo coronavírus. A partir desta sexta-feira, por exemplo, o Reino Unido começa a impor barreiras aéreas contra a África do Sul e mais cinco países vizinhos.

Regiões da Alemanha, além de França, Itália e Áustria, têm ampliado restrições sanitárias, e Portugal voltou a exigir máscaras em espaços fechados.

Na quinta-feira, Bolsonaro, depois de se contrapor sistematicamente a medidas sanitárias para conter a covid-19, se disse contrário à realização do carnaval em 2022. Capitais brasileiras mantêm sob dúvidas a realização da festa em 2022. Dentre as grandes cidades, só o Rio de Janeiro confirmou o carnaval no ano que vem.

Agenda

Bolsonaro conversou com apoiadores antes de embarcar para Guaratinguetá, em São Paulo, onde participou no período da manhã de cerimônia de conclusão do curso de formação de sargentos da Escola de Especialistas de Aeronáutica.

À tarde, ele segue para o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o presidente vai comparecer à cerimônia de formatura do 76º Aniversário da Brigada de Infantaria Paraquedista.

*Com informações da Estadão Conteúdo

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