PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Ômicron: sem registro vacinal no Brasil, casal tomou Janssen na África

Leonardo Martins e Mariana Durães

Do UOL, em São Paulo

30/11/2021 20h12Atualizada em 01/12/2021 09h45

As duas primeiras pessoas identificadas com uma infecção pela variante ômicron do coronavírus não têm registros de vacinas contra a doença no Brasil, mas tomaram o imunizante de dose única da Janssen na África do Sul. A informação foi confirmada pela secretaria municipal de Saúde de São Paulo.

A secretaria estadual de Saúde e o Ministério da Saúde informaram que não há registro dos dois na plataforma VaciVida. Ao UOL, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, antecipou que a conclusão era de uma análise preliminar.

Nós não temos essa informação [sobre terem sido vacinados ou não] diretamente deles. Nos canais locais do governo brasileiro e do estado, não constam como vacinados.
Secretário Gorinchteyn diz que não há registro vacinal no Brasil de casal infectado com ômicron

Segundo informações das secretárias municipal e estadual de Saúde, o homem de 41 anos e a mulher de 37 tiveram sintomas leves. Com o resultado positivo, eles foram orientados a ficar em isolamento domiciliar.

"Ambos estão sob monitoramento das Vigilâncias estadual e municipal de São Paulo, juntamente com seus respectivos familiares", diz a nota da Saúde de SP.

Os dois vieram da África do Sul e desembarcaram no aeroporto internacional de Guarulhos no dia 23 de novembro. Dois dias depois, em 25 de novembro, eles fizeram um teste no laboratório do aeroporto para voltar ao país africano e receberam o resultado positivo.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ressaltou que os dois chegaram ao Brasil "antes da notificação mundial sobre a identificação da nova variante". O que aconteceu no dia 24 de novembro, a partir de informe da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Além do Brasil, a ômicron já foi detectada em pelo menos 12 países e foi considerada pela OMS como "variante de preocupação". Ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou mais letal que as demais mutações do novo coronavírus.

Coronavírus