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Secretário de Saúde do RJ: É 'difícil evitar a entrada' da ômicron no país

Casal caminha lado a lado na praia do Leblon, em meio ao surto do coronavírus, no Rio de Janeiro - SERGIO MORAES/REUTERS
Casal caminha lado a lado na praia do Leblon, em meio ao surto do coronavírus, no Rio de Janeiro Imagem: SERGIO MORAES/REUTERS

Do UOL, em São Paulo

30/11/2021 10h58Atualizada em 30/11/2021 11h16

Alexandre Chieppe, secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, disse hoje ser "muito difícil" evitar a entrada da variante ômicron no país em razão do fluxo de viajantes em todo mundo. Identificada pela primeira vez na África do Sul na última semana, a cepa já foi detectada em pelo menos 19 países e territórios até o momento.

"É importante ter clareza de que é muito difícil evitar a entrada e a circulação dessa variante, haja vista a grande circulação de pessoas no mundo todo. O Brasil adotou algumas medidas que dizem respeito à restrição de voos de entrada de estrangeiros de alguns países, mas, por outro lado, essa variante já foi identificada em alguns países da Europa, com uma possível transmissão autóctone, ou seja, transmissão local", disse ao telejornal 'Bom Dia Rio', da TV Globo.

Chieppe alerta que neste momento é necessário que a vacinação contra a covid-19 avance ainda mais no país. Para o secretário, essa é a principal estratégia para se "preparar" para a chegada da cepa no território nacional.

"Não tem jeito, a gente vai ter que conviver com essa nova variante. Mas vacinados estaremos mais protegidos", explicou.

Apesar disso, o secretário ressaltou a importância de se fazer o sequenciamento genético dos contaminados, pois a identificação precoce da cepa pode ajudar a aumentar a "possibilidade de bloquear a sua entrada e sua circulação".

O secretário completou falando da relevância do posicionamento do "Ministério da Saúde porque é ele quem faz efetivamente o controle de portos e aeroportos, e é onde, obviamente, vai se dar a entrada de qualquer paciente eventualmente contaminado".

O Brasil fechou, desde ontem, as fronteiras aéreas para seis países da África por causa da variante do coronavírus "Ômicron", classificada como "preocupante" pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A restrição afeta os passageiros oriundos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Saúde justifica fechamento

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, justificou a decisão do governo brasileiro de fechar fronteiras a seis países africanos como "necessária" para que a nova variante do coronavírus, descoberta na África do Sul e batizada com o nome de ômicron, não cause "impacto grave" ao Brasil.

Vamos fechar as fronteiras aéreas para 6 países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A medida foi necessária para que a nova variante do coronavírus não cause grave impacto no Brasil. Marcelo Queiroga nas redes sociais

A OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou na sexta-feira (26) que a nova cepa do SARS-CoV-2, a ômicron, é uma variante de preocupação (VOCs), a quinta classificada dessa forma. Mas essa nova variante surpreendeu os cientistas pelo número oito vezes maior de mutações de outras cepas já classificadas como de preocupação, além da velocidade de contágio.

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