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Instituto Butantan tem 15 milhões de doses da CoronaVac paradas, diz TV

9 set. 2021 - Mega Dia de Vacinação com dose da CoronaVac, em Osasco, São Paulo - Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
9 set. 2021 - Mega Dia de Vacinação com dose da CoronaVac, em Osasco, São Paulo
Imagem: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

06/12/2021 20h45

O Instituto Butantan possui cerca de 15 milhões de doses da vacina CoronaVac contra a covid-19 paradas em estoque, segundo informação divulgada pela TV Globo, na noite de hoje. Estados e governo federal não manifestaram intenção de compra dos imunizantes. O vencimento do lote deve ocorrer entre julho e agosto do ano que vem.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e que tem o governo de São Paulo como principal fiador no Brasil.

O Butantan concluiu o envio da última remessa de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde ainda em setembro, somando assim um total de 100 milhões (46 milhões em um, 54 milhões em outro). A entrega foi feita com 15 dias de atraso em relação ao prometido pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O Butantan encerrou o seu contrato com o governo federal e, logo em seguida, iniciou a entrega de doses diretamente a estados (Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Piauí).

Uma fábrica para produzir, de maneira 100% nacional, doses da CoronaVac está sendo construída na sede do instituto, em São Paulo, e a expectativa é que ela comece a operar em escala completa no início do ano que vem —inicialmente, previa-se a entrega da obra para setembro.

A CoronaVac, que começou a ser aplicada no Brasil em janeiro, tem autorização para uso emergencial dada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas o Butantan ainda não enviou ao órgão regulador um pedido de registro definitivo no Brasil para o imunizante.

Data de validade

Segundo a reportagem da TV Globo, após a entrega dos 100 milhões de doses ao governo federal, o Butantan produziu um lote extra de 15 milhões. São essas vacinas que correm risco de se perder.

À emissora, o Ministério da Saúde informou que segue as negociações para novas aquisições apenas com a Pfizer e a Astrazeneca, escolhidas por já terem registro de uso definitivo no país.

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