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3 meses

Saúde reprova diretrizes de comissão do SUS contra uso do kit covid

Kit Covid já teve sua ineficácia comprovada contra a covid-19 - Reprodução
Kit Covid já teve sua ineficácia comprovada contra a covid-19 Imagem: Reprodução

Caíque Alencar

Do UOL, em São Paulo*

21/01/2022 10h21Atualizada em 21/01/2022 13h35

O Ministério da Saúde reprovou hoje as diretrizes elaboradas pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) contra o uso do chamado "kit covid", protocolo que determina o uso de medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, todos já comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

A decisão que contrariou posicionamento do órgão vinculado ao SUS (Sistema Único de Saúde) foi publicada no Diário Oficial da União pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde e é assinada pelo secretário Hélio Angotti Neto.

Em nota técnica publicada no site da Conitec, Angotti Neto disse que a rejeição foi feita tendo em vista o "respeito à autonomia" de médicos e a "necessidade de não se perder a oportunidade de salvar vidas".

O secretário ainda afirmou que é necessário não seguir "viés cognitivo" ao analisar o uso dos medicamentos contra a covid-19. "Cada posicionamento possui um contexto histórico e uma carga de conhecimentos específica e em constante evolução", escreveu o secretário.

Na justificativa para o veto, Angotti Neto também afirmou que o documento da Conitec possui "diversas inadequações, fragilidades, riscos éticos e técnicos", além de "inconsistências capazes de comprometer negativamente o processo e as recomendações feitas".

Para o secretário, houve "repetidos vazamentos de informações com intenso assédio da imprensa e de agentes políticos da Comissão Parlamentar Inquérito (CPI da Covid) sobre membros da Conitec", "necessidade de não se perder a oportunidade de salvar vidas" e "possibilidade de falhas metodológicas".

Aliado ideológico do presidente Jair Bolsonaro (Pl), Angotti Neto promoveu quatro audiências públicas em 2021. Metade era relacionada aos tratamentos hospitalar e ambulatorial para a covid-19. Inundadas com manifestações de negacionistas, as audiências e consultas públicas feitas pelo governo sobre o tema serviram para adiar a decisão e para não contrariar Bolsonaro. A Conitec reprovou o uso hospitalar das drogas em junho do ano passado.

*Com informações da Agência Estado

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