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Coronavírus

Queiroga afirma que variante ômicron está pressionando o sistema de saúde

Ministro disse que ao menos 10 estados têm ocupação de UTIs superior a 70%; país registrou recorde de casos de covid-19 ontem - Reprodução/Twitter/minsaude
Ministro disse que ao menos 10 estados têm ocupação de UTIs superior a 70%; país registrou recorde de casos de covid-19 ontem Imagem: Reprodução/Twitter/minsaude

Do UOL, em São Paulo

27/01/2022 15h51Atualizada em 27/01/2022 15h55

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu hoje que a variante ômicron do coronavírus está pressionando o sistema de saúde do país, e que há ao menos 10 estados em que a ocupação de leitos de UTI é superior a 70%. Ele não especificou quais são esses estados.

"A pressão sobre o sistema de saúde já ocorre, como nós conhecemos", disse ele em reunião com secretários estaduais e municipais de Saúde. "Pelo menos em uma dezena de estados, nós já temos os leitos de terapia ocupados com percentual superior a 70%. Porém, no início da pandemia, o número de leitos era de 22 mil leitos de UTI e hoje temos condições de ampliar esses leitos".

Ontem, a Fiocruz publicou um boletim em que informou que seis estados e o Distrito Federal tinham mais de 80% das UTIs ocupadas: Distrito Federal (98%), Rio Grande do Norte (83%), Goiás (82%), Piauí (82%), Pernambuco (81%), Espírito Santo (80%) e Mato Grosso do Sul (80%).

Queiroga afirmou ainda que a nova variante do vírus é um desafio. "A variante ômicron rapidamente se disseminou no mundo inteiro e não deve ser menosprezada, apesar de sabermos que alguns casos são menos complexos do que os causados pelas outras variantes", declarou.

O ministro ressaltou a importância da imunização contra covid-19 nesse cenário. Até ontem, 69,2% da população já havia recebido as duas doses da vacina, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa.

"O perfil de vacinação faz acreditar que o impacto da ômicron no Brasil pode ser parecido com o que está acontecendo no Reino Unido, Espanha e Portugal, onde os casos também explodiram, mas não houve incremento forte de óbitos. É isso que queremos no Brasil: não que os casos explodam, mas que não subam os óbitos", afirmou.

Ontem, o país registrou 219.878 novos casos de covid-19 —o maior aumento em um só dia desde o início da pandemia. A média móvel de casos conhecidos também registrou valor recorde, de 161.870.

O aumento no número de casos de covid-19 nas últimas semanas também elevou o total de mortes e fez com que a doença voltasse a ser a principal causa de óbitos no Brasil—o que não ocorria desde a semana entre 10 e 16 de outubro de 2021.

Segundo dados dos cartórios de registro civil, na semana que se encerrou no último sábado (16 a 22 de janeiro) foram registradas 1.976 declarações de óbito por covid-19. O número supera em 53% as 1.293 mortes por AVC (acidente vascular cerebral), que lideraram o número de mortes no país entre o final de outubro e início de janeiro.

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