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Saúde

Fiocruz alerta que demanda por UTIs para covid está 'nitidamente piorando'

Do UOL, em São Paulo

26/01/2022 15h26

O boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançado hoje ressalta que a rede pública de saúde está pressionada pela demanda de leitos de UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) para adultos contaminados com o coronavírus. O quadro, segundo os pesquisadores, tende a ficar mais complicado. Seis estados e o Distrito Federal estão com mais de 80% das UTIs ocupadas.

Na nota técnica, os estudiosos disseram que "a situação está nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia".

A transmissibilidade da ômicron "gera números expressivos que pressionam o sistema de saúde" e com pacientes que necessitam de internação em UTIs.

Para os pesquisadores, isso se explica por "uma parte considerável da população que ainda não recebeu a dose de reforço e outra parcela nem foi vacinada".

Esse ponto já foi sustentado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar, cotada para assumir a pasta da Saúde no ano passado.

"As UTIs estão atualmente só com casos de covid entre os não vacinados. Os imunizados dificilmente passam do atendimento ambulatorial", disse Ludhmilla ao jornal O Globo em janeiro.

Além da falta de vacinação, a Fiocruz apontou que o verão "é também um período de férias que favorece aglomerações", o que pode ser visto no aumento de casos desde o fim de 2021.

Ontem, foram conhecidos quase 199.126 mil novos casos de infecção pelo coronavírus no Brasil. A média móvel de diagnósticos está em alta desde 29 de dezembro e ontem ficou em 159.789.

Em 24 horas, o Brasil registrou 489 mortes em decorrência da covid-19. O número foi o mais alto desde o dia 12 de novembro, quando foram registrados 612 óbitos, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Situação nos estados e capitais

A Fiocruz reportou que, das 25 capitais com taxas divulgadas, 9 estão na zona de alerta crítico. São elas, com a porcentagem de ocupação: Brasília (98%), Rio de Janeiro (98%), Belo Horizonte (95%), Fortaleza (93%), Porto Velho (89%), Cuiabá (89%), Natal (percentual estimado de 89%), Rio Branco (80%) e Macapá (82%).

Dos estados brasileiros, seis, mais Distrito Federal, estão em pontos críticos: Distrito Federal (98%), Rio Grande do Norte (83%), Goiás (82%), Piauí (82%), Pernambuco (81%), Espírito Santo (80%) e Mato Grosso do Sul (80%).

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