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16 estados e o DF têm casos de varíola dos macacos; número sobe para 1.369

Varíola dos macacos representa ao menos três riscos de promover estigmas e ameaças, apontam pesquisadores - GETTY IMAGES
Varíola dos macacos representa ao menos três riscos de promover estigmas e ameaças, apontam pesquisadores Imagem: GETTY IMAGES

Do UOL, em São Paulo

01/08/2022 09h56Atualizada em 01/08/2022 10h31

Subiu para 1.369 o número de casos de varíola dos macacos no Brasil, a maioria deles em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo boletim divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. A pasta trata a doença como um surto, que é o primeiro estágio da evolução de contágio, antes de epidemia e pandemia, como a covid-19.

Ele acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para usar esse termo, o aumento de casos deve ser maior que o esperado pelas autoridades.

Veja em quais estados foram confirmados casos da varíola dos macacos:

  • São Paulo (1.031)
  • Rio de Janeiro (169)
  • Minas Gerais (63)
  • Distrito Federal (20)
  • Paraná (21)
  • Goiás (18)
  • Bahia (11)
  • Pernambuco (7)
  • Santa Catarina (7)
  • Rio Grande do Sul (6)
  • Mato Grosso do Sul (5)
  • Ceará (4)
  • Rio Grande do Norte (2)
  • Espírito Santo (2)
  • Tocantins (1)
  • Acre (1)
  • Amazonas (1)

Na manhã de hoje, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o Brasil receberá o antiviral tecovirimat, desenvolvido especificamente para tratar a varíola dos macacos, mas não estipulou prazo para a chegada do medicamento. Inicialmente, apenas pacientes com casos graves terão acesso ao antiviral.

Na última sexta-feira (29), o Brasil registrou a primeira morte por varíola dos macacos fora do continente africano. Horas depois, o Ministério da Saúde disse que encomendou 50 mil doses da vacina contra a doença. A expectativa é de que cerca de 20 mil doses cheguem em setembro e o restante em outubro.

O governo de São Paulo também diz que negocia a compra da vacina contra a varíola dos macacos produzida na Dinamarca, além de um acordo de transferência de tecnologia para que o Instituto Butantan possa produzir a vacina no Brasil.

Quais os sintomas da varíola dos macacos?

A doença começa com febre, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, ou seja, sintomas inespecíficos e semelhantes a um resfriado ou gripe.

Em geral, de a 1 a 5 dias após o início da febre, aparecem lesões na pele, que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Essas lesões aparecem inicialmente na face, se espalhando para outras partes do corpo. Elas vêm acompanhadas de coceira e aumento dos gânglios

Vale ressaltar que uma pessoa é contagiosa até que todas as cascas caiam —as casquinhas contêm material viral infeccioso— e que a pele esteja completamente cicatrizada.

Como é a transmissão da varíola dos macacos?

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas —a proximidade é fator necessário para o contágio. Sendo assim, a doença ocorre quando o indivíduo tem contato muito próximo e direto com um animal infectado (acredita-se que os roedores sejam o principal reservatório animal para os humanos) ou com outros indivíduos infectados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório.

A transmissão pode ocorrer também pelo contato com objetos contaminados com fluídos das lesões do paciente infectado —isso inclui contato da pele ou material que teve contato com a pele, por exemplo, toalhas ou lençóis usados por alguém doente.

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