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Varíola dos macacos: secretário pede monitoramento em animais e faz alerta

Ministro da Ciência, Marcelo Morales - Divulgação/UFMG
Ministro da Ciência, Marcelo Morales Imagem: Divulgação/UFMG

Colaboração para o UOL

01/08/2022 08h59Atualizada em 01/08/2022 08h59

O secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), Marcelo Morales, disse, em entrevista ao jornal O Globo publicada hoje, que a varíola dos macacos perderá o controle no país caso contamine também animais silvestres e domésticos.

"Por isso, a pesquisa científica é tão importante. Com o uso da micrografia eletrônica, procuramos precisa saber qual é a estrutura do vírus, como se comporta dentro da célula, porque está circulando no país. Pode acontecer alguma coisa diferente no país? A gente tem que estar em alerta", afirmou.

Na sexta-feira (29), o Brasil registrava 1.066 casos de varíola dos macacos, a maioria deles em São Paulo e no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde está tratando a doença como "surto", o primeiro estágio da evolução de contágio, antes de epidemia e pandemia, como a covid-19. Uma morte foi contabilizada.

Morales endossou o posicionamento do Ministério da Saúde sobre não haver necessidade de vacinação em massa contra a doença. O secretário também ressaltou que, como já existe imunizante disponível, a ideia é comprar as doses, e não produzir.

O Ministério da Ciência estima um gasto inicial de R$ 3 milhões com pesquisas sobre a varíola dos macacos. Morales não definiu um prazo para as pesquisas ficarem prontas.

"A pesquisa científica tem seu próprio passo. Falar em quando vai ficar pronto eu não tenho como responder. Os prazos dos estudos são de 24 meses, mas é claro que a resposta é imediata: tendo resultados, a gente incorpora dentro do sistema. Para as emergências nacionais, tanto a Covid-19 quando a monkeypox, os resultados são utilizados em tempo real", disse.

Queiroga fala em antiviral para casos graves

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje que o Brasil receberá o antiviral tecovirimat, desenvolvido especificamente para tratar a varíola dos macacos, mas não estipulou prazo para a chegada do medicamento. A encomenda foi feita por intermédio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

Em mensagem no Twitter, Queiroga disse que, num primeiro momento, apenas pessoas com casos mais graves da varíola dos macacos receberão o antiviral. O tecovirimat, aprovado em janeiro de 2022, bloqueia a disseminação do vírus e já é usado em alguns países como tratamento.

Horas após a confirmação da primeira morte no Brasil por varíola dos macacos, o Ministério da Saúde disse que encomendou 50 mil doses da vacina contra a doença. A expectativa é de que cerca de 20 mil doses cheguem em setembro e o restante em outubro.

A encomenda também foi feita por meio da Opas à farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, única fabricante da vacina no mundo. Países que já começaram a aplicar o imunizante, como os Estados Unidos, iniciaram as negociações de compra há nove semanas.

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