Equador "cumpriu seu dever" ao dar asilo a Assange, diz Correa

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    Julian Assange, fundador do WikiLeaks

    Julian Assange, fundador do WikiLeaks

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse neste sábado (20) que o país "cumpriu seu dever" ao conceder, em 2012, asilo a Julian Assange, e comemorou o arquivamento de uma investigação por estupro contra o fundador do WikiLeaks.

"O Equador cumpriu seu dever, demos a ele asilo soberano e, finalmente, a Justiça sueca arquivou o caso e não apresentou acusações contra Assange", expressou Correa em um informe semanal.

Nesta sexta-feira (19), a Promotoria sueca arquivou a investigação por estupro da qual Assange era alvo e retirou a ordem de prisão europeia contra ele.

Mas a polícia britânica afirmou que irá prender Assange se ele deixar a embaixada do Equador em Londres, por ter violado, em 2012, sua liberdade condicional quando se refugiou naquela sede diplomática.

Correa assinalou que concedeu asilo ao australiano "porque não havia garantias do devido processo, porque havia setores dos Estados Unidos que ameaçavam Assange até com pena de morte".

O fundador do WikiLeaks sempre se declarou inocente do estupro e afirma que sua extradição para a Suécia seria uma manobra para que ele fosse entregue aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado pela divulgação de documentos militares e diplomáticos confidenciais.

"Nunca quisemos obstruir o andamento" da Justiça sueca, afirmou o presidente equatoriano, assinalando que seu país esteve aberto a facilitar o interrogatório do australiano, 45, que permanece na embaixada do Equador.

"O promotor sueco, como sempre dissemos, podia entrevistar Julian Assange na embaixada. Isso é permitido pela legislação sueca. Assim o fizeram, mas depois de quatro anos, e levaram mais oito meses para arquivar a causa. Enquanto isso, Julian Assange permanece há quase cinco anos na embaixada do Equador", manifestou Correa.

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