EUA reforçam segurança para linhas aéreas, mas exclui veto a laptops

Washington, 28 Jun 2017 (AFP) - Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a adoção de medidas de segurança mais rígidas para todas as companhias aéreas que voam no país, embora por enquanto não implementem o veto aos laptops na cabine.

O secretário de Segurança Interna, John Kelly, disse que as novas medidas eram um imperativo: "devemos implementar medidas gerais para garantir a segurança dos passageiros e fazer que, para os terroristas, seja mais difícil ter sucesso".

"Que ninguém se confunda: nossos inimigos trabalham constantemente para encontrar novos meios de esconder explosivos, recrutar informantes e sequestrar aeronaves", disse Kelly.

As ameaças às empresas aéreas não diminuíram, de acordo com Kelly.

"De fato, estou preocupado porque estamos vendo um interesse renovado por parte de grupos terroristas no setor da aviação, passando a atacar aeroportos, como vimos em Bruxelas e Istambul", expressou o funcionário.

Kelly acrescentou que Washington pressionará os aeroportos em outros países para que adotem as operações de verificação inicial realizadas por equipes americanas para passageiros que pretendem viajar para os Estados Unidos.

Operações desse tipo já são realizadas em 15 aeroportos de seis países, incluindo Canadá, Irlanda e Estados Unidos.

A iniciativa, contudo, está cercada de polêmica, já que bota em questão a soberania desses países ao permitir a operação de agentes americanos.

Por ora, Washington postergou a adoção do veto geral aos laptops na bagagem de mão para voos provenientes da Europa, opção que vinha sendo discutida há vários meses.

Essa restrição foi adotada em março para voos de oito países do norte da África e do Oriente Médio, depois de receberem informações de inteligência sobre uma tentativa de grupos radicais de introduzir explosivos nesses equipamentos.

O Reino Unido já pôs em prática um veto similar em voos provenientes de seis países.

Funcionários do Departamento de Segurança Interna informaram que as autoridades devem anunciar novas diretrizes a cerca de 180 companhias aéreas em 105 países que fazem voos aos Estados Unidos.

Ao todo, essas empresas operam mais 2 mil voos por dia ao território americano, transportando em torno de 325 mil passageiros.

Essas companhias terão que adotar novas tecnologias de controle e verificação, além de aumentar o uso de cães farejadores na análise da bagagem.

Contudo, os pedidos específicos vão depender de cada companhia aérea, dos aeroportos de onde decolam os voos e dos níveis atuais de segurança. De acordo com funcionários, algumas empresas terão que fazer só ajustes mínimos.

De acordo com o departamento de Segurança, espera-se que praticamente todas as empresas cumpram os novos requisitos.

As que não o fizerem, serão forçadas a proibir os passageiros de usarem qualquer dispositivo eletrônico ou sequer despacharem. Elas poderiam até mesmo ser impedidas de voar aos Estados Unidos.

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