Morre ex-líder da Irmandade Muçulmana Mohammed Mardi Akef

No Cairo

  • Mohamed el-Shahed/AFP

    Mohammed Mahdi Akef, ex-líder da Irmandade Muçulmana

    Mohammed Mahdi Akef, ex-líder da Irmandade Muçulmana

O ex-líder da Irmandade Muçulmana Mohammed Mardi Akef, que ajudou a transformar o movimento islâmico egípcio em uma força de oposição maior, faleceu nesta sexta-feira (22), aos 89 anos, em um hospital do Cairo, comunicou sua filha.

"Meu pai está sob proteção de Alá", escreveu Alia Mehdi Akef em seu no Facebook.

Mehdi Akef havia sido transferido há dez meses da prisão onde estava detido para um hospital no Cairo para receber cuidados médicos em decorrência de um câncer, indicou na sexta-feira à AFP um advogado da confraria, Abdel Moneim Abdel Maqsud.

Akef foi preso em 2013, quando o exército destituiu o presidente islâmico Mohamed Mursi, membro da Irmandade Muçulmana, e iniciou uma repressão implacável contra a confraria.

Esse ex-professor de educação física dirigiu a confraria entre 2004 e 2010, transformando-a em uma poderosa força de oposição que chegou ao poder em 2012 com a eleição de Mursi, após a queda de Hosni Mubarak.

Sob a sua direção, a confraria registrou um avanço histórico nas eleições legislativas de 2005, quando obteve cerca de 20% das cadeiras do Parlamento, tornando-se a principal força da oposição.

Akef não escapou da repressão contra a confraria que quase todos os presidentes egípcios exerceram. Ficou preso por 26 anos.

Detido após a destituição de Mursi, foi condenado a prisão perpétua por sua responsabilidade na morte de manifestantes hostis a Irmandade. Porém, a justiça anulou o veredito e ordenou um novo julgamento

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