Puigdemont exige que Rajoy restaure o governo catalão

Madri, 30 dez 2017 (AFP) - O presidente catalão destituído, Carles Puigdemont, exigiu neste sábado que o chefe do executivo espanhol, Mariano Rajoy, "que restitua" seu governo regional após as eleições catalãs e comece a negociar, em um discurso de final de ano transmitido pelas redes sociais.

"Como presidente, exijo do governo espanhol e daqueles que o apoiam (...) que restituam udo o que destituíram sem permissão dos catalães", disse Puigdemont em discurso no qual pediu que Madri comece a "negociar politicamente" com seu governo.

O ex-dirigente e todo seu gabinete foram destituídos por Madri em 27 de outubro, horas depois de o Parlamento catalão proclamar unilateralmente a independência da região. Desde o final de outubro, Puigdemont se encontra em Bruxelas.

"As urnas falaram (...) o que o senhor Rajoy está esperando para aceitar os resultados?", perguntou Puigdemont, referindo-se à maioria de assentos que os separatistas mantiveram no parlamento catalão nas eleições de 21 de dezembro. Em votos, entretanto, os separatistas ficaram com 47,5%, que, segundo os críticos, seria a prova de que eles não têm "maioria social".

Puigdemont também insiste que os Catalães ganharam o direito a formar "uma república de homens e mulheres livres", sem dizer se defenderá novamente a ruptura unilateral.

Nas eleições, o presidente cassado liderou a lista mais votada dentro do bloque separatista, Juntos pela Catalunha. Seus apoiadores defendem que Puigdemont deve ser, por isso, restaurado em seu cargo, um objetivo muito complicado já que ele poderá ser preso se retornar à Espanha.

Uma eventual posse à distancia exigiria uma modificação no regulamento da câmara catalã, e a possibilidade de governar do exterior foi criticada por seus críticos e até mesmo dentro do movimento separatista.

Puigdemont não formulou neste sábado nenhuma proposta de programa caso volte a governar, nem disse se está disposto a regressar ao país.

No entanto, ele pediu diálogo, afirmando que seu governo destituído conseguiu "manter o apoio parlamentar" nas últimas eleições, enquanto o Partido Popular de Rajoy passou de 11 deputados a apenas 4 na câmara catalã, que tem 135 assentos.

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