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Brasil e EUA discutem situação da Venezuela após eleições 'ilegítimas'

20.mai.2018 - Nicolás Maduro discursa após o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela declarar sua vitória nas eleições presidenciais - AFP PHOTO / Juan BARRETO
20.mai.2018 - Nicolás Maduro discursa após o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela declarar sua vitória nas eleições presidenciais Imagem: AFP PHOTO / Juan BARRETO

22/05/2018 19h26

Brasil e Estados Unidos discutiram nesta terça-feira (22), em Brasília, a situação da Venezuela após as eleições "ilegítimas" e carentes de "credibilidade" nas quais Nicolás Maduro foi reeleito.

Os vice-chanceleres dos dois países se reuniram na capital brasileira para inaugurar o fórum permanente de cooperação em matéria de segurança e aproveitaram a ocasião para trocar pontos de vista sobre as questões "mais relevantes" do continente.

Entre elas, a "resposta à crise política, econômica e humanitária na Venezuela, à luz do pleito de 20 de maio (domingo) que careceu de legitimidade e credibilidade", afirmaram John J. Sullivan, subsecretário de Estado dos EUA e Marcos Galvão, secretário-geral das Relações Exteriores do Brasil, em comunicado conjunto.

Maduro foi reeleito para governar até 2015 com 68% dos votos, em eleições consideradas ilegítimas pela oposição e por muitos países, entre eles Estados Unidos e Brasil.

Após o resultado, o governo de Donald Trump anunciou novas sanções econômicas contra o país caribenho, e os países do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, anunciaram que convocarão para consultas seus embaixadores em Caracas e que agirão para bloquear fundos internacionais destinados à Venezuela.

Galvão, o número dois da diplomacia do governo de Michel Temer, afirmou nesta terça que é "um momento muito significativo na relação bilateral entre" Brasil e Estados Unidos.

O "fórum permanente de segurança" inaugurado nesta terça-feira junto com autoridades de Defesa, Polícia, Inteligência e políticas antidrogas de ambos os países pretende estreitar a cooperação bilateral e aumentar a troca de informação para o combate a "ameaças comuns" como tráfico de armas, narcotráfico, crimes fronteiriços, crimes financeiros e lavagem de dinheiro, detalharam os diplomatas.

A próxima reunião será em Washington.

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