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Condenado por ataque com sarin nos anos 1990, guru de seita é executado no Japão

Foto sem data mostra o guru Shoko Asahara (esq.) com um ajudante - Kyoto News/AP
Foto sem data mostra o guru Shoko Asahara (esq.) com um ajudante Imagem: Kyoto News/AP

Tóquio

05/07/2018 22h02

O antigo guru da seita Aum, Shoko Asahara, condenado à morte por sua responsabilidade no ataque com gás sarin contra o metrô de Tóquio em março de 1995, foi executado na manhã desta sexta-feira (noite de quinta-feira no Brasil), informou a imprensa japonesa.

O ministério da Justiça ainda não confirmou a informação divulgada pelas redes de televisão.

Shoko  Asahara - cujo verdadeiro nome era Chizuo  Matsumoto - estava há anos no corredor da morte, como seus 12 cúmplices envolvidos no atentado com gás sarin que matou 13 pessoas e causou lesões, algumas irreversíveis, em outras 6.300.

Em 20 de março de 1995, executando um plano bem montado, vários membros da seita Aum Verdade Suprema, criada por Asahara, espalharam o gás sarin pelos vagões do metrô da capital.

Em um primeiro momento, ninguém entendeu o que estava acontecendo naquela manhã, em plena hora do rush, quando vários passageiros começaram a sufocar, sem ver nada, em várias estações das linhas atacadas.

Antes do atentado que chocou o país, o Japão assistiu ao crescimento da Aum entre os anos 1980 e 1990, entre espanto e angústia.

O guru Asahara participava de programas de televisão, conseguindo atrair a atenção dos cidadãos japoneses, incluindo jovens cientistas de alto nível, médicos e advogados.

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