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Canadá sediará em fevereiro reunião do Grupo de Lima sobre a Venezuela

28/01/2019 19h54

Ottawa, 28 Jan 2019 (AFP) - O Canadá sediará uma reunião de urgência do Grupo de Lima sobre a crise na Venezuela, em 4 de fevereiro, em Ottawa, informou nesta segunda-feira (28) a ministra de Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland.

O Grupo de Lima "discutirá os passos que podemos dar em apoio (ao líder opositor) Juan Guaidó e ao povo da Venezuela", disse Freeland.

Guaidó, líder do Parlamento venezuelano controlado pela oposição, se autoproclamou na quarta-feira presidente interino da Venezuela, depois que o Congresso declarou a "usurpação" do poder por parte do presidente Nicolás Maduro.

Onze dos 14 países do Grupo de Lima, que inclui países latino-americanos e o Canadá, reconheceram Guaidó como presidente interino do país.

Os Estados Unidos, que impuseram severas sanções econômicas ao governo de Maduro, também reconheceu o líder opositor como presidente interino.

Também exortaram Maduro, que tem apoio militar e cujo mandato, iniciado em 10 de janeiro não reconhecem por considerar que sua reeleição foi fraudulenta, a deixar o cargo e convocar eleições.

A crise venezuelana ocorre em pleno colapso econômico, com escassez de comida e remédios e uma hiperinflação que o FMI prevê em 10.000.000% este ano.

"O regime de Maduro perdeu toda legitimidade quanto tomou o poder através de eleições fraudulentas", disse Freeland, que renovou um chamado a "ceder o poder à Assembleia Nacional (Parlamento), a única instituição democraticamente eleita na Venezuela, em linha com a Constituição do país".

Maduro acusa Guaidó, os Estados Unidos e os países que apoiam o presidente encarregado autoproclamado de propiciar um golpe de Estado.

Mas Freeland afirmou que o governo de maduro provocou o êxodo maciço de venezuelanos. Pelo menos 2,3 milhões migraram desde 2015, segundo a ONU, que prevê que até o fim de 2019, haverá 5,3 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos.

"Esta crise impõe enormes desafios de segurança, humanitários e migratórios para todo o hemisfério", afirmou a chanceler canadense.

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