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Em resposta ao Irã, EUA enviam navio de guerra e mísseis ao Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rouhani - Montagem com AFP Photo e Presidência do Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rouhani Imagem: Montagem com AFP Photo e Presidência do Irã

10/05/2019 20h03

O Pentágono anunciou nesta sexta-feira que enviou um navio de guerra anfíbio e uma bateria de mísseis Patriot ao Oriente Médio para apoiar o porta-aviões e uma força de bombardeiros encarregados de responder a um eventual ataque do Irã.

O navio USS Arlington, que transporta soldados, veículos anfíbios, lanchas de desembarque e aeronaves com hélices, e o sistema antiaéreo Patriot se unirão ao porta-aviões USS Abraham Lincoln e à força de bombardeiros B-52 que se dirigem ao Golfo Pérsico, depois que informes de inteligência sugeriram que o Irã planeja um ataque na região.

"Esses elementos se unirão ao Grupo de Ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e uma força de bombardeiros na região do Oriente Médio em resposta a indícios de uma maior disposição do Irã a realizar operações ofensivas contra forças americanas e nossos interesses", informou o Pentágono.

"O Departamento de Defesa continua monitorando de perto as atividades do regime iraniano, seu Exército e seus representantes", acrescentou.

O Pentágono enfatizou que "os Estados Unidos não buscam um conflito com o Irã", mas advertiu que estão "prontos para defender as forças e interesses dos EUA na região".

Ao anunciar o envio do porta-aviões Lincoln e dos bombardeiros, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, disse no domingo que os Estados Unidos enviaram uma "mensagem clara e inequívoca" ao Irã sobre qualquer ataque contra os EUA ou seus aliados na região.

Washington, entretanto, não deu detalhes sobre a suposta ameaça, o que lhe valeu críticas de ser excessivo e de aumentar desnecessariamente as tensões na região.

O Irã respondeu ao movimento militar anunciando que deixará de aplicar dois de seus compromissos do acordo nuclear assinado em 2015 com as grandes potências e que os Estados Unidos deixaram no ano passado.

Em meio a tensões crescentes, Trump disse na quinta-feira que está aberto a negociações com líderes iranianos.

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