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Seguidores de Maduro protestam contra relatório de Bachelet sobre direitos humanos

Protesto em Caracas contra o relatório de Michelle Bachelet, chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos - Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Protesto em Caracas contra o relatório de Michelle Bachelet, chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos Imagem: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Caracas

13/07/2019 17h51

Seguidores do presidente Nicolás Maduro realizaram um protesto neste sábado, em Caracas, contra o relatório da Alto Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que registra execuções, torturas e outras violações de direitos humanos na Venezuela.

Portando cartazes com mensagens contra Bachelet, milhares de chavistas caminharam por dois quilômetros pelo centro da cidade.

"O povo venezuelano se mobiliza para expressar sua esmagadora rejeição às mentiras e manipulação", escreveu no Twitter Maduro, que não participou da manifestação.

Durante o protesto, o número dois do governo, Diosdado Cabello, afirmou que a ex-presidente chilena emitiu um documento "absolutamente tendencioso", produto de uma atitude "hipócrita, submissa, cúmplice" em relação aos Estados Unidos, que está liderando a pressão internacional para forçar Maduro a deixar o poder.

"O relatório de Bachelet é uma traição" aos venezuelanos, disse à AFP Rosa Urbina, de 71 anos, professora aposentada, que participou da marcha.

Em seu relatório, a ex-presidente chilena, que visitou a Venezuela em junho, denuncia a "erosão" do estado de direito no país, com execuções, prisões arbitrárias e tortura por agentes de segurança.

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