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Otan responderá a qualquer ataque contra Polônia e países bálticos

4.abr.2019 - Visão geral da reunião do Conselho do Atlântico Norte durante a cúpula dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da OTAN no Departamento de Estado dos EUA, em Washington - Mandel Ngan/AFP
4.abr.2019 - Visão geral da reunião do Conselho do Atlântico Norte durante a cúpula dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da OTAN no Departamento de Estado dos EUA, em Washington Imagem: Mandel Ngan/AFP

03/12/2019 09h59

Varsóvia, 3 dez 2019 (AFP) - A Otan não considera a Rússia um inimigo, mas responderá a qualquer ataque contra a Polônia e os países bálticos, alertou o secretário-geral da Aliança nesta terça-feira (3) em entrevista a vários jornais.

"Através da forte presença de forças da Otan na Polônia e nos países bálticos, enviamos um sinal muito forte à Rússia: se houver um ataque contra a Polônia e os países bálticos, será toda a Aliança a responder", disse Jens Stoltenberg, coincidindo com a abertura, nesta terça-feira em Londres, da cúpula do 70º aniversário da Aliança.

"Não definimos a Rússia dessa maneira [como inimiga da Otan]. Responderemos simplesmente se necessário. Temos que ter certeza de que o que vimos na Ucrânia —uma invasão da Rússia contra seu vizinho— não pode se reproduzir contra um membro da Otan".

Nesta terça-feira, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou que continuaria a bloquear um plano da Otan nos países bálticos e na Polônia enquanto a Aliança não reconhecesse como "terrorista" uma milícia curda contra a qual Ancara luta.

Quando perguntado sobre o bloqueio do plano da Otan durante uma coletiva de imprensa em Ancara antes de viajar para a cúpula, Erdogan afirmou que a Turquia não mudará de posição.

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