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Destroços do Titanic serão protegidos por tratado entre EUA e Reino Unido

Exploradores descobriram que algumas partes do Titanic estão desaparecendo - Atlantic Productions
Exploradores descobriram que algumas partes do Titanic estão desaparecendo Imagem: Atlantic Productions

Londres

21/01/2020 12h09

Os destroços do Titanic, no fundo do mar desde seu naufrágio em 1912, serão protegidos dos turistas e exploradores por um tratado entre Estados Unidos e Reino Unido que entrou em vigor hoje, informou o governo britânico.

"Este acordo crucial com os Estados Unidos para preservar os destroços significa que agora será tratado com sensibilidade e respeito o local onde 1.500 pessoas descansam", disse a secretária de Estado dos Transportes Marítimos, Nusrat Ghani, em um comunicado.

Assinado em 2003 pelo Reino Unido, o tratado entra agora em vigor após ser ratificado em novembro pelos Estados Unidos.

Permite que os dois países "concedam ou recusem licenças para entrar ou remover objetos dos destroços", acrescenta a nota.

Até então, o Titanic, que está em águas internacionais, era protegido apenas pela Unesco (Convenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático.

O gigantesco transatlântico, que partiu de Southampton, no sul da Inglaterra, em 10 de abril de 1912 com destino a Nova York, era o maior do mundo na época de seu lançamento. Afundou após atingir um iceberg cinco dias depois.

Dos 2.224 passageiros e tripulantes, quase 1.500 morreram na tragédia.

Desde a descoberta, em 1985, dos destroços em águas internacionais do Oceano Atlântico, a 650 quilômetros da costa canadense e a 4.000 metros de profundidade, ele foi visitado por inúmeros caçadores de tesouros e turistas.

Após uma expedição em 2012, um grupo de cientistas observou "danos recentes ao casco do Titanic por submarinos" usados para visitá-lo. Eles também alertaram sobre "quantidades perturbadoras de resíduos e detritos jogados por navios na superfície ou abandonados perto dos destroços".

Em um relatório, a Organização Marítima Internacional expressou sua preocupação com "os impactos já visíveis, que desonram esse local de descanso" dos mortos no acidente.

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