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Líbia: Aeroporto de Trípoli suspende voos após ser alvo de foguetes

Foto de arquivo mostra Aeroporto Internacional de Mitiga, em Trípoli, que foi alvo de foguetes em 22 de janeiro de 2020 - Mahmud Turkia/AFP
Foto de arquivo mostra Aeroporto Internacional de Mitiga, em Trípoli, que foi alvo de foguetes em 22 de janeiro de 2020 Imagem: Mahmud Turkia/AFP

22/01/2020 19h11

Trípoli, 22 Jan 2020 (AFP) - Todos os voos do Aeroporto Internacional de Mitiga, o único em operação em Trípoli, na Líbia, foram suspensos durante algumas horas depois que a área foi alvo do disparo de seis foguetes.

O ato, segundo Mohamad Gnunu, porta-voz do Governo da União Nacional (GNA), constitui uma ameaça flagrante à segurança do tráfego aéreo e uma violação de cessar-fogo, em vigor desde 12 de janeiro.

A direção do aeroporto de Mitiga suspendeu o tráfego aéreo antes de anunciar a retomada dos voos algumas horas depois. Aviões vindos da Tunísia tiveram que pousar em Misrata, a 200 quilômetros ao leste.

Desde o início de uma ofensiva das forças do marechal Khalifa Haftar para tomar Trípoli em 4 de abril, o aeroporto tem sido alvo de ataques aéreos e foguetes atribuídos ao pró-Haftar.

Eles acusam o GNA, liderado por Fayez al-Sarraj e reconhecido pelas Nações Unidas, de usar uma parte do aeroporto para fins militares.

O tráfego aéreo em Mitiga foi retomado em meados de dezembro, após três meses de suspensão. Originalmente uma base militar, o local foi aberto ao tráfego civil para substituir o Aeroporto Internacional de Trípoli, que sofreu sérios danos durante a violência em 2014.

O cessar-fogo na região da capital líbia é globalmente respeitado, mas as partes em conflito se acusam mutuamente por violações.

O ataque ao aeroporto coincidiu com o anúncio por Argel de uma reunião amanhã entre os chefes das diplomacias de Tunísia, Egito, Sudão, Chad, Níger e Mali para encontrar uma solução política para a Líbia.

Os ministros tratarão de ajudar "os irmãos líbios a solucionar a crise sem qualquer ingerência", segundo as autoridades argelinas.

Argel não informou se as delegações líbias foram convidadas, mas o chefe da diplomacia do GNA, Mohamad Taher Siala, declarou que não participará para protestar contra a "presença" do representante do governo de Haftar.

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